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domingo, 16 de novembro de 2008

O TEMPO ÚTIL DO SONHO

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Aumente os seus períodos de sono — Robert Monroe.


Bob reclama que negligenciamos esta parte, em demasia, e desconhecemos o seu valor. O sono representa um avanço em diversas áreas: necessidades específicas, informações, saúde, solução de problemas etc.; basta aprender a colocar as nossas perguntas, que receberemos, posteriormente, as respostas corretas através de símbolos, figuras, sons e ações mentais. E, também, sob as mais inusitadas formas.

Paul Brunton - Afirma que um erro crasso, difundido na filosofia ocidental, foi o de acreditar que o mundo desperto era o único real. Assim estabelecendo, o ocidental limitou ao estado de desperto todo o seu conhecimento e com isso limitou esse conhecimento.

Do livro: "Estados de Consciência Alterados, Minhas Experiências com o Programa Gateway de Robert Monroe", de Vera Filizzola
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quarta-feira, 14 de maio de 2008

Responsabilidade pelo sonho

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Uma questão mais especial, entre as que acabamos de enunciar, é a que se refere aos sonhos.

Os tibetanos acreditam que estes se devam às deambula­ções do "duplo", parcialmente liberado, durante o sono, por nosso estado de passividade. Tsong Khapa, o Reformador do clero tibetano, funda­dor da seita dos Guelugspas, não hesita em declarar que os atos que cometemos em sonho acarretam, para nós, do ponto de vista moral, as mesmas conseqüências dos atos cometidos no estado de vigília.

Outros vêem a questão de modo diferente. As ações praticadas em sonho, dizem eles, não acarretam para nós nem culpa nem atribuição de méritos. Apenas de­notam nossas tendências habituais, nossos desejos, nossos pensamentos no momento do sonho, e, de diversas maneiras, refletem o conteúdo de nosso "eu" íntimo, a composição transitória de nosso ser. Examinar nossos sonhos é, pois, instrutivo, e nos ensina a conhecer-nos.

Mas o que acontece com os atos que cometemos no so­nho, com os sentimentos que então manifestamos? Será que não têm nenhum resultado? Não devemos acreditar nisso.

Nada do que aparece, do que se manifesta, num ou nou­tro plano de existência, pode ser apagado, anulado. Tudo se transforma continuamente, nada dura, e, ao mesmo tempo, nada se destrói. Os elementos das cenas que vemos em so­nho, os personagens que aí encontramos, os atos que come­temos, são parte de nós mesmos, ligados às múltiplas causas que nos formaram, às causas que, amanhã, constituirão o novo indivíduo que seremos: não mais o mesmo de ontem, e não diferente dele.

Ser "responsável" significa ser "causa"... Ser um renas­cimento numa série imortal de renascimentos.

Fonte: ALEXANDRA DAVID NEEL
“REENCARNAÇÃO E IMORTALIDADE”
Edições Ibrasa

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Realidade virtual e sonhos lúcidos

Realidade virtual e sonhos lúcidos

É comum em filmes de ficção científica - FC -ver uma cena em que o personagem entra em um quarto de paredes brancas sem mobília e equipamento. Vê-se, também, o personagem colocar uma roupa especial com capacete e óculos. Nos mais avançados cientificamente nem precisa disto.

De repente, para o personagem, a sala muda e passa ter um cenário completo e o personagem se vê inserido em um novo ambiente de acordo com um programa preestabelecido.

O bom é que o personagem sabe que esta em uma realidade virtual e vão obedecer às leis criadas pelo programa, que podem ser muito parecidas com a da nossa realidade, por exemplo, gravidade, ou pode ser muito diferente, poder voar.

Há casos em que há uma equipe de terra monitorando personagem e pode até ver o que ele esta vendo e fazendo. Também a casos de que estão vários personagens neste ambiente especial

No filme “Jornada nas Estrelas – Nova Geração”, a série, existe outra particularidade, pode-se ter acesso grupal ao programa, ou seja, vários participantes ao mesmo tempo. Uma mesma cena de RV compartilhada pelos participantes.

Hoje a diversos tipos de equipamentos que tentam criar esse tipo de realidade. RV, sem o grau de sofisticação, da FC. Um exemplo que tem certo sucesso é o Second Life, onde se cria um corpo virtual e começa a se viver em outro universo o metaverso. Esse corpo pode ter poderes fantásticos e desafiar as do nosso universo convencional. Nesse caso estaria mais perto do sonho do que lúcido.

Chama-se realidade virtual, - RV - a uma realidade criada por computador, um programa, acoplada a equipamento, de tal forma que o virtualnáuta tem a sensação de estar vivendo realmente a cena, com riqueza de detalhes perceptuais capaz de convencer da realidade da experiência.

Ainda não chegamos a um grau de avanço tecnológico, sofisticação que chegou a FC, mas temos os princípios básicos

1. A utilização programa
2. A utilização de equipamentos
3. Artefatos que “enganam” o cérebro e os sentidos
4. O cérebro crê que é real
5. O organismo comporta-se como se estivesse em uma situação verdadeira

Não se pode deixar de ver a grande semelhança entre RV e sonhos. Podemos dizer que o sonho é uma espécie de RV natural e fisiológico e de que a RV é uma espécie de sonho lúcido artificial na vigília ativa

A RV pode se tornar uma maneira ou técnica de se entrar lúcido nos sonhos ou manter a consciência contínua passando do meio extraonírico para o ambiente intraonírico, mantendo um padrão de consciência igual ou superior o da vigília ativa
Pode-se também visualizar um paralelo entre as utilidades da RV e dos sonhos lúcidos. Por exemplo, utiliza-se RV. Pára a criação de peças, objetos, artefatos. O sonho lúcido também tem a mesma utilidade.

Outra coisa o sonho lúcido pode “dar” poderes especiais para o sonhador na vigília onírica. Mas esse não é o objetivo do sonhador lúcido veterano e sim explorar os mundos interiores, superiores, transpessoais, multidimensionais. Pose até ser que, em uma dessas epopéias oníricas desenvolvam-se poderes especiais, mas é meio e não fim.
Otávio Aquino