segunda-feira, 14 de abril de 2014

sonhos lucidos cerebrais


Sonhos lúcidos cerebrais

  1. Pesquisador. Um pesquisador lançou a hipótese dos sonhos cerebrais, tema esse abordado por mim no post com o mesmo nome.
  2. Cérebro. O cérebro é responsável por diversas funções psíquicas, mas isso não significa que seja a origem de tudo.
  3. Complexidades. Há diversos tipos de sonhos e alguns muito complexos que não podem ser explicados pela ciência convencional, mecanicista. Podemos ter:

  • Sonhos solucionadores de problemas com soluções não possíveis pelo sonhador
  • Sonhos compartilhados teta sonhar com falecidos e obter confirmação
  • Sonhos complexos aonde o sonho de um sonhador completa o sonho de outro

  1. Sinapses. São as intercomunicações entre os neurônios, entre as glândulas, entre os músculos, produzindo as respostas aos estímulos.
  2. Corrente. Existe uma corrente materialista, reducionista, que quer reduzir os sonhos as simples realidades produzidas pelo cérebro, sem sentido, desprovida de significado, função, importância.
  3. Topografia. O cérebro é composto por uma topografia que varia de pessoa para pessoa, com:

·         Sinapse
·         Núcleos
·         Vias
·         Cisuras
·         Hemisférios
·         Cerebelo
·         Corpo caloso
·         Regiões,
·         Sistemas

  1. Funcionamento. Todos funcionando em harmonia, consoante, uníssono, nos ciclo de vigília, sono, sonhos.
  2. Negação. É claro que não vamos negar o óbvio. Muita coisa depende do cérebro como podemos notar quando o cérebro esta anormalmente funcionando, seja através de trauma, infecção. Poe exemplo, sonhos vívidos de portadores de SIDA
  3. Dano. Assim podemos ter como dano ao cérebro:

  • Alteração do ciclo sono-vigília, com insônia permanente ou supersono
  • Alteração da personalidade, com alterações diametralmente opostas à personalidade antiga.
  • Alteração da consciência tais como coma, estado crepuscular.
  • Alteração das percepções trocar as percepções por outras.
  • Alteração das respostas não reconhecer objetos ou não poder nomea-los
  • alteração do sono e produção de sonhos em tumores cerebrais

  1. Sistema. Para a corrente materialista, o organismo, o corpo, o sonhador, é um sistena fechado, que não se comunica com outros subsistemas, o que não é visto, observado, comprovado na prática
  2. Lúcido. Sob esse argumento o sonho lúcido cerebral seria apenas a lucidez onírica interpretada neurologicamente, a atividade onírica nos diversos compartimentos do cérebro.
  3. Onirocrítica. Para a onirocrítica o sonhador é um sistema aberto (sonhos lúcidos compartilhados), comunicativo (comunicação com o pessoal de terra), interativo (interagem com o sonho),
  4. Problemas. O problema é que apenas as bases científicas e neurológicas atuais não conseguem explicar diversos fenômenos lúcidos oníricos, entre os quais destacamos:

  • Sonhos de vidas passadas
  • Sonhos compartilhados
  • Sonhos telepáticos
  • Sonhos telecinéticos
  • Sonhos clarividentes
  • Experiência de quase morte
  • Sonhos precognitivos
  • Sonho lúcido teta

  1. Explicação. Claro está de que a ciência oficial tem explicações para esses fenômenos que são parciais, incompletas, que não refletem a realidade dos fenômenos, apenas remetem a mais perguntas vazias e falta de respostas
  2. Lucidez. Parte da lucidez onírica realmente esta interligada ao cérebro, isso é inegável. Podemos perceber isso através de interações enre a lucidez onírica e:

  • Uso de remédios que alteram qualitativa e quantitativamente a consciência onírica
  • Alimentação exagerada que atrapalha o sono e os sonhos
  • Alimentação adequada que auxilia a conseguir a lucidez onírica
  • Intoxicações que produzem lucidez negativa
  • Extresse que atrapalha o sono e os sonhos ou auxilia a conseguir a lucidez onírica

  1. Cerebral. O sonho lúcido cerebral utiliza o aparelho cerebral para realizar certas tarefas, mais básicas (reconhecimento da lucidez onírica) e menos sofisticadas ( sonhos imaturos), mas já não o utiliza para realizar outras tarefas mais sofisticadas (alcançar a maturidade onírica) e mais avançadas (ampliação da lucidez onírica, projeção da lucidez onírica para a vigília ativa.
  2. Confusão. A maioria dos sonhadores lúcidos não vai confundir os sonhos lúcidos com o cérebro, mas estão por dentro das devidas correlações, inclusive apoiadas em pesquisas científicas.

Referencias bibliográfics e fontes de pesquisa

  1. Aquino, Otavio – Sonhos cerebrais http://onirocritica.blogspot.com.br/2010/07/sonhos-cerebrais.html - acessado em 03.01.14
  2. Candiane, Marcio – Precauções e efeitos adversos dos atidepressivos.  http://marciocandiani.site.med.br/index.asp?PageName=Precau-E7-F5es-20e-20efeitos-20adversos-20dos-20Antidepressivos-20-28IRS-29 – acessado em 02.01.14
  3. http://www.aids.gov.br/pagina/efeitos-colaterais acessado em 10.02.14
  4. http://en.wikipedia.org/wiki/Cognitive_neuroscience_of_dreams - acesssado em 16.02.14
  5. http://www.stanford.edu/~jbarral/Downloads/Neuro-Rapport.pdf - acessado 1m 05.01.14
  6. http://www.scielo.br/pdf/rbp/v21s1/v21s1a06.pdf -
  7. Rosa, Mario Miguel – Curso de faramacovigilancia e segurança do medicamento – pdf.
  8. http://pt.wikipedia.org/wiki/Cetamina - acessado em 31.01.14
  9. http://comportal.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=211&Itemid=221 acesssado em 31.01.14
  10. http://www.ebah.com.br/content/ABAAABCOoAL/farmacologia-neurotransmissao-dopaminergica?part=6 – acessado em 12.02.14
  11. http://www1.folha.uol.com.br/folha/treinamento/sono/te0412200423.shtml acessado em 05.01.14
  12. Hobson, Allan “Os sonhos são programas de treino em realidade virtual”
  13. pdf
  14. labnic.unige.ch/papers/Schwartz_etal_SANP2005.pdf
  15. Madlena, Lobo - Pertubação do sono rem - http://oficinadepsicologia.blogs.sapo.pt/37261.html -  acessado em 10.02.14
  16. http://www.parkinson.med.br/artigo_1.html
  17. http://www.md-health.com/Vivid-Dreams.html - acessado em 16.02.14http://www.psicnet.psc.br/v2/site/dicionario/registro_default.asp?ID=239 acessado em 31.01.14
  18. http://revistagalileu.globo.com/Galileu/0,6993,ECT578960-1719,00.html acessado em 31.01.14
  19. http://www.sobrenatural.org/noticia/detalhar/1990/insonia/ acessado em 10.02.14
  20. http://sonhosdoneuro.blogspot.com.br/2011/09/dormir-sonhar-e-lembrar-parte-5-o-sono.html acessado em 31.01.14
  21. http://pt.wikipedia.org/wiki/REM_(sono) acesssado em 23.10.13
  22. Varela, Drauzio – Abstinencia de antidepressivos - http://drauziovarella.com.br/dependencia-quimica/abstinencia-de-antidepressivos/  acessado em 10.02.14

sábado, 5 de abril de 2014

A importância dos Sonhos Lúcidos - Parte 4

Parte 4 - Sonhos e o bardo da morte
 
No Budismo Tibetano, encontramos o termo “bardo” para designar os estados intermediários da existência. Esta palavra tibetana quer dizer “transição” ou “Intermédio”. Tecnicamente falando, os textos budis­tas reconhecem quatro ou seis tipos de bardo, segundo as linhagens. Não há um bardo que seja mais verdadeiro que os outros, logo todos eles são “transitórios” ou “intermediários”.
Costuma-se dizer que o que experimentamos no sono e nos sonhos guarda semelhança com o que experimentamos nos estados de morte e pós-morte; nestes últimos, entretanto, de forma 20 vezes mais intensa que naqueles.
Ken Wilber:
Num certo sentido, a experiência do morrer e a experiência de quase morte (EQM) experimentadas por muitas pessoas e descritas em muitos textos são, na verdade, muito divertidas: relata-se universalmente que, uma vez superado o pavor de morrer, o processo passa a ser pleno de felicidade, de paz e de eventos extraordinários. Tendo-se porém completado a "subida", começa a "descida", ou bardo - e aí é que entra a dificuldade. Porque, ao chegar neste ponto, todas as nossas inclinações cármicas, todos os nossos apegos, desejos e medos aparecem realmente bem diante de nossos olhos, por assim dizer, como num sonho, pois o bardo da morte é uma dimensão puramente mental ou sutil, semelhante a um sonho, na qual tudo o que pensamos surge imediatamente como uma realidade.
Dessa forma, a manutenção da consciência desperta e mesmo o controle da mente quando entramos em sono e durante o sonho (SL) servirá como uma espécie de treinamento para a própria morte, pois podemos obter domínio completo no processo de renascimento pós-morte.
 
 
Sonhos e a meditação
 
Agora fica mais fácil compreender porque as práticas meditativas facilitam o desenvolvimento dos SL - e vice-versa. Como dissemos acima, nos SL exercitamos independência e autonomia frente aos estímulos oníricos, todos eles derivados de nossas pulsões, desejos, temores etc. Ora, a maioria das práticas meditativas procuram estabelecer exatamente esse tipo de independência, principiando por exercícios de estabilização da mente e a mera (porém constante) observação dos pensamentos, sensações e emoções (não identificação / desapego). A estabilização da mente – assim como os exercícios de criação autônoma de estados mentais específicos, bem como visualizações, utilizados em muitas práticas meditativas – são inteiramente compatíveis com as práticas de SL.
Na verdade, podemos mesmo considerar que os SL são uma espécie de meditação.
Os SL e a meditação possibilitam um resgate de nossa própria liberdade frente aos condicionamentos impostos por nossa personalidade e auto-imagem adquiridas.
Nas palavras de Ken Wilber:
Toda forma de meditação é, basicamente, uma maneira de transcender o ego, ou de morrer para o ego. Neste sentido, ela imita a morte - isto é, a morte do ego. Quando progride razoavelmente bem num sistema qualquer de meditação, o indivíduo pode atingir um ponto em que, tendo "testemunhado" de maneira tão exaustiva a mente e o corpo, ele realmente se ergue acima da mente e do corpo, isto é, os transcende; "morre", assim para eles, para o ego, e desperta como alma sutil, ou mesmo espírito. E isto é efetivamente vivenciado como uma morte. No zen, é chamado de Grande Morte. Pode ser uma experiência bastante fácil, uma transcendência relativamente tranqüila do dualismo sujeito-objeto, mas também pode ser aterrorizante por abranger vários tipos de morte. Porém, sutil ou dramaticamente, rápida ou lentamente, morre ou se dissolve o sentido de que se é um eu separado, e o indivíduo encontra uma identidade primaz e mais elevada no (e enquanto) espírito universal.

segunda-feira, 31 de março de 2014

A importância dos Sonhos Lúcidos - Parte 3

Parte 3 - Sonhos e carma
 
Nos sonhos, o carma se revela de maneira mais livre e evidente, pois ainda mais nitidamente que na consciência vígil, a mente plástica dá origem a uma realidade co-emergente completa, dotada de todos os atributos de concretude. Nos sonhos, deparamo-nos com nossos desejos e temores íntimos, vividos por meio da linguagem simbólica e mítica que rompe todas as instâncias críticas e auto-supressoras. Estamos diante da estrutura cármica operando de maneira crua e imediata.
Por outro lado, os sonhos também influenciam a vigília, permanecem vivos e operantes após acordarmos.
Se estamos em uma rua e vemos um ônibus vermelho passando, isso pode promover uma súbita mudança de humor, quase imperceptível (que pode vir à consciência através de um mero flash emocional ou pensamento fugidio). Se estivermos atentos ao  mundo dos sonhos, podemos perceber que essa alteração se deveu a um sonho tido naquela noite, em que o ônibus vermelho esteve associado a uma situação onírica de perigo e medo.
Mas é possível que sequer lembremos de ter sonhado na noite anterior.
Nesse caso, o medo súbito que nos acometeu de modo sutil poderá, ao invés, ser associado ao compromisso que tínhamos naquele instante – ou a outro pensamento, ou recordação daquele momento, por exemplo, um encontro com o namorado ou ao dentista. Essa nova associação medo=>namorado ou dentista dará, por sua vez, origem a uma nova corrente cármica, tanto faz se pela simples associação (por exemplo, o consultório do dentista é “lido” como um ambiente negativo; maus presságios, pensamentos negativos sobre o dentista etc) ou se a associação culmina efetivamente em uma nova ação, por exemplo, briga com o namorado: sonho => medo => dentista => pensamentos e emoções negativas => ação.
O sonho nada teve a ver com  o dentista, porém a mente influenciada pelo sonho promoveu uma nova re-significação da realidade circundante; isso, por sua vez, dará origem a novas associações. Por exemplo, toda vez que ir ao dentista sentirei um pouco de medo ou me ocorrerão novos pensamentos negativos; ou me lembrarei (por um flash quase inconsciente) da briga que tive com meu namorado sempre que passar naquela rua, o que produzirá no futuro novas sensações e pensamentos negativos relacionados à rua; e isso poderá produzir uma discussão com o dono da banca de jornal que fica naquela esquina... e, por conta disso, passarei a ter uma visão cética acerca da revista que costumava comprar ali etc; isso talvez dê causa a outros sonhos – por exemplo, sonho que o dono da banca está saindo com minha namorada ou que está tentando matar meu dentista etc -  e a corrente ganhará nova vida, dando origem a outros efeitos.
Isso ocorre incessantemente durante todos os nossos dias.
Os sonhos não mentem: eles revelam com toda a crueza nosso modo de estar e de nos sentir no mundo e, portanto, perante nós mesmos. Eles nos trazem a nossa temática íntima, nossas interrogações mais viscerais, nossos paradigmas. Se costumo sonhar que estou em um labirinto ou em uma viagem; conduzindo um veículo ou se costumo sonhar estar sendo perseguido; se tenho sonhos recorrentes e pesadelos que se repetem, a própria estrutura de tais sonhos me revela a estrutura de meu modo de ser e me sentir diante da vida. Em outra linguagem, podemos captar a energia e a sensação básica que trazem os sonhos. É como se a atmosfera do sonho – tomado como um todo - nos revelasse a nossa própria personalidade, a sua indagação e sua problemática.
Nos SL, temos a oportunidade de identificar e integrar tais energias operando vivamente em nosso “eu”, liberando pulsões internas recôndidas.
 
A atuação dos SL sobre nossa personalidade pode ser traduzida de duas maneiras:
1)     através da identificação e superação de nossos bloqueios emocionais e mentais, nosso complexo de crenças, nossa auto-limitação, enfim, tudo aquilo que negativamente compõe a nossa auto-imagem;
2)     através de um programa positivo, ou seja, podemos nos transformar em tudo aquilo que quisermos ser e operar em um outro patamar de motivações e valores:
 
Em estado transpessoal você pode ser qualquer tipo de experiência, entre ficar com o ego - a identidade- até o princípio criador. Podemos nos experienciar como seres mitológicos ou em níveis mitológicos de consciência - onde o ser humano é definido como um campo de possibilidades sem limites." (Grof, 2000).
 
Por tudo isso a lucidez onírica é importante, pois ao atingirmos o estado lúcido durante o sonho, poderemos enfrentar e superar os problemas íntimos mais profundos ainda enquanto estivermos dentro do contexto inconsciente e enquanto o enredo cármico se desenrola, vindo mesmo a nos deparar com os condicionamentos que formam nossa personalidade.
      O que se busca em um SL, portanto, não é o mero gozo ou a simples interrupção da experiência onírica, seja ela prazerosa ou não, mas um legítimo resgate da liberdade. É a oportunidade para integrarmos o eu e reconciliar os polos cindidos da consciência ordinária dual. 

quinta-feira, 27 de março de 2014

A importância dos Sonhos Lúcidos - Parte 2

 Parte 2 - A estrutura cármica numa condição ordinária (condição 100% responsiva da mente)
Normalmente, encontramo-nos em um estado de consciência em que a forma de interação com o mundo traz implícita a separação sujeito x objeto. Consideramo-nos separados do mundo e, diante dessa separação, buscamos maximizar a satisfação de nossos interesses individuais orientados pelo apego. Em algumas tradições, esse estado é denominado de estado dual ou simplesmente dualidade.
A lógica que rege o estado de consicência dual é marcada e orientada por cisões, tais como: prazer/desprazer; defesa/ataque; ação/reação; eu/outro; sagrado/profano; consciente/inconsciente, bom/mau; bem/mal; moral/imoral, prestígio/humilhação etc.
 Num nível psicológico ordinário, isso se concretiza em afirmações ou percepções acerca do mundo tais como: não sou livre; os outros me prejudicam; eu sou vítima; não tenho culpa; isso é injusto etc. É o conflito entre a auto-imagem de um ego separado e a realidade do mundo que se impõe.
Nesse conflito, surge o impulso, consciente ou não, mediatizado ou imediatizado, de reação aos estímulos oferecidos pelo mundo, sejam eles prazerosos ou não, impulso esse geralmente orientado pelo apego em sustentar valores ou situações assimiladas na família, escola, mídia, igreja e outras instâncias de socialização que ajudaram a formar nossa auto-imagem e a lapidar nossa personalidade, muitas vezes sem considerar  se disso resultará maior prejuízo, dor  e sofrimento.
Por exemplo, diante de um insulto ou de uma agressão (estímulos externos) ou diante de pensamentos ou memórias desagradáveis (estímulos internos), muitas vezes apenas interpretados como desfavoráveis, sou imediatamente tomado pelas emoções de raiva, medo, angústia, tristeza e toda a sorte de sentimentos negativos; de outro lado, diante de um estímulo prazeroso externo (um elogio, um presente, uma promoção no trabalho ou qualquer situação gratificante), ou de um pensamento ou recordação agradáveis (estímulos internos) sou imediatamente tomado por sentimentos e sensações positivos. Após submeter tais processos a um confronto com minha escala de valores pessoal ou coletiva (comparação com a auto-imagem adquirida), determino o grau de relevância para os mesmos, resultando nas ações correspondentes a essa relevância, realizadas muitas vezes ao calor dessas sensações ou impulsos.
Essa condição de reatividade, geralmente incontrolável e muitas vezes considerada inevitável, é por algumas tradições denominada condição responsiva da mente.
Quanto maior e menos controlável for o impulso de reação – seja no nível de pensamentos, emoções, fala ou de ação – maior será o caráter responsivo da mente. Uma condição muito responsiva, desse modo, é aquela em que somos completamente tomados e guiados em função dos estímulos. Essa é a condição de apego em que se encontra a maioria esmagadora dos seres e para os quais são dirigidos os ditames culturais e ideológicos. Se considerarmos o aspecto co-emergente da realidade, por outro lado, temos que a própria construção da realidade, sua manifestação, é também determinada pelo nível de apego e da estrutura cármica.
No contexto presente, quando nos referimos ao carma – geralmente definido como o encadeamento causal interminável: para cada ação, uma reação correspondente é esperada – estamos enfocando especialmente esse processo que nos subjuga por meio do caráter responsivo da mente. Trata-se de uma condição não-livre, pois aquele que é incessantemente dominado pela busca do prazer e guiado pela responsividade é meramente um escravo das condições externas e de seus próprios humores.
      Em um nível mais grosseiro, diz-se que é melhor não agir negativamente do que realizar uma ação negativa, ainda que isso colida com nosso impulso original e imediato: neste caso, estamos diante de mero controle sobre as ações, num movimento de repressão interna ou opressão externa. Não raras vezes esse controle poderá exercer novas pressões cármicas, originando nova cadeia de causalidades do mesmo tipo.
Porém, em um nível mais sofisticado e sutil, podemos acessar certas instâncias de nossa mente nas quais os impulsos têm a sua origem. Não por acaso, os sonhos são considerados, em todas as tradições, uma instância privilegiada de acesso ao inconsciente. Ao estabelecermos a lucidez nesse nível de maior profundidade, a própria motivação é superada ou integrada (desapego), alterando-se a paisagem mental – incluindo a própria realidade circundante, em razão da co-emergência. O processo culmina com a eliminação ou atenuação do caráter meramente responsivo da mente, em sua origem primeira, que é o pensamento primordial que se traduz na ilusão de um ego separado do mundo.

quinta-feira, 20 de março de 2014

A importância dos Sonhos Lúcidos (SL) - Parte 1


Parte 1 - A abordagem tibetana
 
Por razões que ficarão mais claras adiante, interessa-nos em especial a abordagem tibetana acerca dos sonhos – pois foi nessa cultura que floresceu da maneira talvez mais rica, detalhada e profunda o estudo dos sonhos e, em particular dos SL, associado a um rigor na análise que supera a abordagem cientifica atual.
Com efeito, tanto na tradição pré-budista (Bön), quanto nas quatro linhagens do Budismo Tibetano, a prática de SL constitui uma das principais práticas yóguicas a serem conduzidas com vistas ao aumento da lucidez e expansão da consciência até o atingimento do estado búdico (auto-realização): é a chamada prática noturna. E, de fato, o desenvolvimento da capacidade de sonhar lucidamente marca o início da assim chamada yoga dos sonhos, pela qual o praticante poderá superar não apenas dificuldades psicológicas e emocionais comuns (obstáculos primários ao desenvolvimento espiritual), como também é através dela que principia sua prática genuinamente espiritual. Atingido um certo grau de maestria na yoga dos sonhos, o praticante se dedicará, nas práticas noturnas, à yoga do sono, em que o estado do consciência plena se estabelece sem sonhos.
A vantagem da prática noturna é que, durante o sono (diriam os ocidentais, em estados de frequência mental alterada), desativamos muitas das barreiras críticas que nos impedem de acessar instâncias inconscientes:  a mente se torna mais plástica.
Por exemplo, podemos observar, já no estado hipnagógico (o estado entre vigília e sono), que as idéias se associam mais rápida e livremente sem as barreiras da vigília racional-crítica. Todos nós já observamos que, mesmo quando nos julgamos plenamente acordados durante uma madrugada insone, algumas idéias nefastas, obscuras ou trágicas, de um lado, ou insights brilhantes e  “evidentes”, por outro, nos ocorrem com incrível singeleza e velocidade.
Disso advém uma outra idéia fundamental, também derivada da plasticidade, qual seja: a percepção de que aquilo que pensamos automaticamente se materializa diante do foco de atenção, tanto sob forma de imagens, percepções sensoriais e sensações diversas, como de sentimentos, emoções, memórias  e mesmo de outros pensamentos, num encadeamento livre que dá vida a um mundo paralelo, plenamente concreto (co-emergência da realidade).
 
Adormeci. Estava conseguindo ver claramente todos os objetos que costumam adornar o meu estúdio. Minha atenção pousou numa bandeja de porcelana em que mantenho os lápis e canetas e que tem uma deco­ração muito fora do comum (...) De repente pensei: sempre que estou acordado e olho para esta bandeja, está inteira. E se eu a quebrasse no sonho? Como a minha imaginação iria representar a bandeja quebrada? Imediatamente quebrei-a em vários pedaços. Peguei os pedaços e examinei-os atentamente. Observei as arestas afiadas das linhas de ruptura e as trincas dentadas que separaram as figuras da decoração em vários lugares. Nunca havia tido um sonho tão vívido.
 
No tocante aos SL e às práticas noturnas, o princípio consiste em perceber que a mente – seja no sono ou na vigília – é plástica e a realidade, co-emergente. Trata-se de transferir os estados e o aprendizado obtidos durante o sono - com a utilização da plasticidade da mente -  para o estado de vigília, formando o continuum do estado de consciência.  Esse continuum de consciência pode ser descrito de outras formas: aproximação e integração dos dois hemisférios cerebrais; fusão/aproximação do consciente e do inconsciente; feminino e masculino; superação da dualidade sujeito-objeto; superação das limitações espaço-temporais etc. Não nos aprofundaremos aqui sobre isso.
Pelo exposto, fica mais claro que esta abordagem não se refere à interpretação dos sonhos, mas antes à forma como a consciência se estrutura e opera (tanto em sono, como na vigília), com vistas à sua expansão, utilizando para isso a sempre privilegiada instància dos sonhos.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Sonhos lúcidos na inglaterra


  1. Desenvolvimento. Os sonhos lúcidos seu estudo e pesquisa são bem desenvolvidos na Inglaterra
  2. Lucidez. O inglês da muito valor para a lucidez onírica parece que gosta muito da lucidez onírica, é o que constatei em minhas pesquisas
  3. Interesse. É perceptível o interesse dos sonhos lúcidos na Inglaterra. Eles têm diversas contribuições históricas importantes.
  4. Pesquisa. A atual pesquisa inglesa sobre sonhos lúcidos é boa.
  5. Centros. Lá o que não falta são centros de pesquisas sobre a lucidez onírica, sonho, sono.
  6. Universidades. Muitas universidades têm pesquisadores obre a lucidez onírica.
  7. Blogs. Existem muitos blogs sobre sonhos lúcidos, nos mais diversos idiomas.
  8. Cursos. Nem precisa falar em termos de cursos, workshops, acampamentos, sobre sonhos lúcidos.
  9. Videos. Em uma pesquisa na internet eu descobri vários vídeos sobre sonhos lúcidos, nas mais diversas línguas inglesas, espanholas, italianas.
  10. Inglaterra. Artigos publicados em revistas, revistas especialisadas, jornais, tem bastante, há diversos pesquisadores que estudam a sério os sonhos lúcidos no Inglaterra.
  11. Pesquisadores. Temos Celia Green, Susan Blackmore, Keith Hearne, e outros
  12. Hearne. Keith Hearne, é pesquisador britanico Universide de  Liverpool escreve sobre sonhos lúcidos, hipnoterapia e parapsicologia da foi o primeiro pesquisador a conseguir a comunicação do sonhador lúcido com o pessoal de terra.

Referencias

  1. Aquino, Otavio  – TEORIA E PRATICA DOS SONHOS LÚCIDOS - Xama
  2. Blackmore Susan Lucid Dreaming: Awake in Your Sleep? Published in Skeptical Inquirer 1991, 15, 362-370
  3. Blackmore, Suzan J. - experiências fora do corpo -pensamento
  4. Dobko. Erik – lucid dreams can improve quality of life – http://www.thedailyaztec.com/2013/01/lucid-dreams-can-improve-quality-of-life/ Acessado e, 06.02.14
    Dream Research Institute - http://www.driccpe.org.uk/ - acessadao em 06,02,14.
  5. Green, Celia Lucid Dream, Institute of Psychophysical Research,
  6. Haque Nasfim - Lucid dreaming: Rise of a nocturnal hobb - http://www.bbc.co.uk/news/magazine-18277074 - acessado em 06.02.14
  7.  Hesrne, Keith http://en.wikipedia.org/wiki/Keith_Hearne
acessado em 07.02.14
  1. Holbeche, Soozi - COMO OS SONHOS PODEM NOS AJUDAR- cuttrix.
  1. Hearne. Keith –publicações, http://www.keithhearne.com/science-2/, acessado em 13.02.14
  2. LaBerge, Stephen - SONHOS LÚCIDOS – siciliano
  3. Russel Norman Chaplin - como descobrir o sentido dos seus sonhos - nova época editorial Itda - SP
  4. Schredl Michael, Henley-Einion Josie and lagrove Mark -  Lucid dreaming in children , International Journal of Dream Research Volume 5, No. 1 (2012) 

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Sonhos lúcidos na Europa

  1. Desenvolvimento. Os sonhos lúcidos seu estudo e pesquisa são bem desenvolvidos na Europa, principalmente na União Europeia, com destaque para Inglaterra, Alemanha, França pelas mais diversas razões. Entre as quais podemos destacar

  • Históricas
  • Culturais
  • Popularidade
  • Científicas

  1. Paises. Ainda temos outros países qye tem estudos sobre sonhos lúcidos: Espanha, Holanda, Suecia, etc.
  2. Lucidez. O europeu  parece que gosta muito da lucidez onírica, é o que constato depois de vários anos de engajamento no sonhos lúcidos com conversas, posts, sites, livros, artigos, apostilas.
  3. Interesse. É perceptível o interesse dos sonhos lúcidos na Europa. Eles têm diversas contribuições histórics importantes. A sociologia, a antropologia,, a história, dos sonhos lúcidos estudam esse tema.
  4. Pesquisa. A atual pesquisa europeia sobre sonhos lúcidos é boa.
  5. Centros. Lá o que não falta são centros de pesquisas sobre a lucidez onírica, sonho, sono.
  6. Popular. Os sonhos lúcidos são muito populares na Europa, caíram na boca do povo. Isso apesar da maioria das pessoas terem tido alguns sonhos lúcidos na vida.
  7. Livros. Existem muitos livros sobre sonhos lúcidos, nos mais diversos idiomas.
  8. Blogs. Existem muitos blogs sobre sonhos lúcidos, nos mais diversos idiomas.
  9. Contribuição. Os europeus como um todo, contribuíram muito para o desenvolvimento de técnicas, pesquisas, teorias dos sonhos lúcidos.
  10. Artigos. Esceverei uma série de artigos sobre os sonhos lúcidos na Europa.


Otavio Aquino

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Sonho como privação sensorial

  1. Privação. Privação sensorial é a desconexão das nossas entradas sensoriais, feitas natural ou artificialmente, pelos mais diversos meios. Por exemplo: 
·         Muito tempo no deserto, miragem.
·         Muito tempo na água, náufragos.
·         Muito tempo dirigindo, caminhoneiros.
·         Cabines de privação sensorial

  1. Pesquisa. Foi feita uma pesquisa cm voluntários que teriam que permanecer 48 horas fechado em uma sala sem nenhum tipo de contato sensório, em completa privação sensorial. Era simples assim, não tinha erro.
  2. Desistência. A maioria desistia antes das 24 horas.
  3. Narração. Eles narravam diversas coisas que ocorreram nesse lugar:

  •  Viram um duplo de si mesmo



  1. Explicação. Para os conservadores, ortodoxos, a melhor explicação é o inconsciente. Ou seja, a explicação deles não explica nada. Tem que ter metodologia científica
  2. Sensorial. Com a privação sensorial o cérebro vai criar imagens em uma espécie de sonho acordado.  Vai utilizar os mesmo mecanismos: comunicação intra-cerebral, memória, conexões neuronais, etc.
  3. Sonhos. Portanto parece claro que os sonhos são uma espécie de privação sensorial natural, aonde o corpo se desliga, mas o cérebro não, fazendo as suas atividades rotineiras com o predomínio do hemisfério direito, além do uso das demais áreas, vias, neurotransmissores.
Otavio Aquino

sábado, 25 de janeiro de 2014

sonhos lúcidos e previda

Definição.  Período nas faixas transpessoais que antecede o atual ciclo existencial do sonhador.
Nomes. Outros nomes pelo qual é conhecida:

  1. Vidas passadas
  2. Reencarnação
  3. Período entre reencarnações

Vida. Podemos dividir esse período em dois:

  1. Vida nas faixas transpessoais – vida transpessoal pura,.
  2. Vida em outros corpos – reencarnação, período entre reencarnações
    Sonhos. São relativamente comuns os sonhos lúcidos e não lúcidos de vidas passada e muitas vezes eles são confirmados e ajudam a resolver conflitos afetivos ou mudanças de personalidade.
Memória. Algumas pessoas têm memórias espontâneas de vidas passadas ou da vida nas faixas transpessoais. Muitas vezes confirmadas. Por exemplo, estar em um lugar que nunca esteve antes e se lembrar de detalhes dessa localidade depois confirmada por pessoas, documentos, etc.
Terapia. A terapia de vidas passadas utiliza esses conceitos para resolver problemas psicológicos. Através da hipnose e da regressão leva o paciente para a vida em que ocasionou o problema fazendo com que o mesmo compreenda o problema e o resolva
Crença. A crença na previda ou reencarnação é muito comum na maioria das civilizações, com uma larga literatura sobre o assunto.
Ciência. A ciência ainda não reconhece a previda, tentando explicar esse fenômeno como: alucinação, imaginação, falsa memória, memória celular, dramatização do inconsciente, delírio, psicose, fraude, coincidência significativa.
Provas. Apesar de não haverem provas a favor ou contra a reencarnação pesquisas mostram que há alguma coisa e não podemos rejeitar a ideia a priori. Vários estudos demonstram a veracidade da hipótese
Favor. A favor da hipótese da reencarnação temos:

  1. Sonhos
  2. Casos espontâneos
  3. Terapia de vidas passadas
  4. Casos sugestivos
  5. Confirmação de informações

Parapsicologia. Alguns parapsicólogos admitem a reencarnação, com o nome de memória extracerebral.
Retrocognição. A reencarnação entraria como uma espécie de retrocognição
Instituto. O Instituo Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas, reuniu, ao longo dos anos, sessenta caos sugestivos de reencarnação.
Coletivo. A previda é o inconsciente coletivo dos junguianos.
Ingleses. Os espiritualistas ingleses não acreditam em reencarnação, em sua opinião, transmigramos para outros planetas.
Mórmons. Para  os mórmons temos uma vida espiritual antes de nascer aonde conhecemos as pessoas que vão nascer no nosso grupo e depois do desencarne teremos uma evolução infinita sem reencarnarmos
Integral. Acessamos a nossa memória integral, a memória pós-biológica, transpessoal, que registra todas as nossas memórias.
Onirocrítica. Para a onirocrítica a previda é um período de muita atividade em que o sonhador teta se prepara para um novo ciclo existencial. Assim podemos ter:

  1. Programação do ciclo existencial
  2. Análise transpessoal de ciclos existenciais anteriores
  3. Cursos nas mais diversas áreas
  4. Trabalhos assistenciais
  5. Intercambio com outras classes da escola da vida
  6. Aumento das notas na escola da vida

Lucidez. Através da lucidez onírica máxima podemos:


  1. Acessar a memória integral e descobrir o que fomos na previda.
  2. Analisar o nosso ciclo programado e realizar a devidas correção de rumo
  3. Realizar mudanças positivas na personalidade
  4. Resolução de problemas afetivos
  5. Otimização dos objetivos existenciais
  6. Resolução de problemas interpessoais
Otavio Aquino

domingo, 19 de janeiro de 2014

sonho lúcido e espiritismo

    Definição. Sonhos e espiritismo é a visão espírita sobre os fenômenos oníricos
Nomes. Outros nomes pelo qual e conhecido

1.       Estudo espiritista dos sonhos
2.       A visão espírita dos sonhos e do sono
3.       Sonho segundo o espiritismo

Espiritismo. Segundo a visão espírita é no momento do sono que o espírito se desprende do corpo físico, permanecendo ligado por um cordão fluídico, e assume suas capacidades espirituais. Como está descrito no Evangelho Segundo o Espiritismo, "o sono foi dado ao homem para a reposição das forças orgânicas e morais. Enquanto o corpo recupera as energias que perdeu pela atividade no dia anterior, o espírito vai se fortalecer entre outros espíritos".
Espiritualismo. O espiritismo é uma corrente do espiritualismo e, então, não é de se estranhar que diversos conceitos espiritualistas aparecem no espiritismo.
Divisão. O espiritismo divide o homem com três veículos de manifestação da consciência: corpo físico, períspirito e espírito.
Mediunidade. Para o espiritismo, doutrina decodificada por Alan Kardeck, os homens são médiuns em maior ou menor grau, intermediários entre o plano físico e o plano espiritual.
Mediunidade. Existem diversos tipos de mediunidades, a saber:

  1. Psicografia
  2. Psicopictografia
  3. Efeitos físicos
  4. De cura
  5. Desdobramento
  6. Clarividência

    Desdobramento. O espiritismo defende que no sono o espírito (perísipirito) pode sair do corpo e permanecer no plano espiritual.
    Plano. No plano espiritual o espírito desdobrado pode realizar muitas terefas, tais como aprendizado, diagnóstico, trazer idéias, etc.
    Poderes. Através do desdobrameno espiritual pode-se conseguir:

1.    Encontrar pessoas distantes
2.    Encontrar objetos desparecidos
3.    Descobrir o que se foi em vidas passadas
4.    Obter ideias, inspiração, intuições.
5.    Visitar locais distantes
  
    Diferença. A diferença básica entre sonho lúcido e espiritismo é que no espiritismo o médium desdobrado trabalha para um espírito e depois pode dar comunicação para o pessoal de terra, do tipo uma menagem pessoal. Coisa que não acontece no sonho lúcido em que o sonhador lúcido trabalha com toda autonomia.
    Diferenciação. Os espíritas em seus estudos teóricos, ainda consideram o sonho lúcido como uma forma de sonho, portanto diferente do desdobramento espiritual.  
    Dados. Para corroborarem as suas teorias eles dispõem dos seguintes dados
    
  1. No sonho lúcido existe máxima atividade cerebral. No desdobramento existe mínima
  2. No sonho lúcido os batimentos cardíacos estão normais. Há bradicardia no desdobramento.
  
    Desdobramento. Desdobramento espiritual é como os espíritas denominam esse fenômeno. Também conhecido como: desdobramento da personaliade, emancipação da alma, projeção da consciência, viagem astral.
    Livro. Segundo o “Livro dos espíritos” nas questões 400 a 418. Todos sonham, todos têm alguma atividade durante o período de sono físico, apenas não são todos os que conseguem lembrar, pelos mais diversos motivos.
    Quadro. Vamos traçar um quadro comparativo entre onirocrítica sonhos lúcidos e espiritismo para facilitar a compreensão.



Onirocrítica
Espiritismo
1
Sono
Sonho lúcido
Desdobramento
2
Consciência
Transpessoal
espiritual
3
Crescimento
Crescimento psicológico
Evolução moral
4
Ego
Identidade transressoal
Espírito
5
Interpetação dos sonhos
Sem interpretação
Sem interpretação
6
Posmorte
Entidade teta
Desencarnado
7
Aprendizado
Aprendizado onírico
Aprendizado espiritual
8
Sonho compartilhado
Com sonhadores e entidades teta
Com espíritos e encarnados
9
Sonho comum
Sonho não lucido
Sonho comum
10
Semilucidez
Sonho semilucido
Sonho reflexivo
11
Lucidez
Sonho lúcido
Sonho espírita
12
Cursos
Cursos oníricos
Cursos espirituais
13
Amigos
Amigos dos sonhos
Espítios guias
14
Precognição
Sonhos perecognitivos
Sonhos premonitórios
15
Ponto máximo da personalidade
Aluno nota 10
Espírito de luz
16
Livre dos ciclos reencarnatórios
Professor da escola da vida nas faixas transpessoais
Espírito puro
17
Emoções
Emoções racionalizadas
Sentimentos espirituais
18
Ética
Ética transpessoal
Ética espiritual
19
Crescimento
Crescimento psicológico
Evolução espiritual
20
Plano
Plano transpessoal
Plano espiritual
21
Assistência
Assistência inteligente
Caridade
22
Laboratório
Provado em laboratório
Não provada em laboratório


    Cursos. Em Missionários da Luz, livro psicografado pelo médium brasileiro, Chico Xavier, o espírito de André Luiz narra o exemplo de uma escola no plano espiritual onde havia cerca de 300 alunos encarnados matriculados, mas com um comparecimento constante de apenas 32 deles. Informa que a lembrança do aprendizado variava de alma para alma e de acordo com o estado evolutivo que lhe é próprio.
    Idéias. Diversas ideias a respeito do poder dos sonhos são encontradas no espiritismo, tais como:

1.    O travesseiro é o melhor conselheiro
2.    Pode-se sonhar com o futuro
  
   Técnica. Os guias espirituais, segundo o espiritismo, podem à noite ajudar o desdobramento do médium a fim de realizar certos trabalhos no plano espiritual. É uma técnica semelhante em que os amigos dos sonhos induzem sonhos lúcidos nos sonhadores lúcidos, a chamada indução com mordomia.
    Flamarion. Camille Flamarion, o famoso pesquisador dos primórdios do espiritismo, em seu livro “o desconhecido e os problemas psíquicos”. Flamarion é um dos mais famosos pesquisadores dos problemas psíquicos. Neste livro ele tem um capítulo, o VII, que trata dos sonhos: sonhos psíquicos, manifestação de moribundos nos sonhos, telepáticos e, há ainda outro capítulo sobre sonhos clarividentes e premonitórios. O trabalho dele é muito interessante, ele reúne dezenas de casos que aconteceram, e foram enviados pelas mais diversas pes­soas dos mais diferentes lugares. Um livro muito bom.
   Viera. Waldo Vieira no seu livro “projeções da consciência” relata diversos casos de desdobramento espiritual, que inclui vista a colonias espirituais, a visão de cursos, encontro com diversos guias espirituais, conversa com mediuns desencarnados, trabalhos espirituais. No último capítulo a descrição, muito semelhante, de um sonho lúcido sem sonho.
    Livros. Existem diversos livros, artigos videos no youtube, blogs, sites, jornais espíritas que estudam o sonho do ponto de vista do espiritismo kadecista.

   Multiversalismo. Na base do multiversalismo aprendemos muito com os ensinamentos e experiências dos outros, filtramos e retemos o que é interessante para nós. Existem semelhanças ente conceitos do espiritismo e onirocrítica. O que não é nada novo já que o espiritismo é uma espécie de espiritualismo e a onirocrítica é uma filosofia espiritualista.

Otavio Aquino