quarta-feira, 10 de junho de 2009

Experiências Fora-do-Corpo (EFC) e Sonhos Lúcidos



Por: Rick Stack


TRABALHO COM SONHOS

As técnicas mais fáceis que conheço para induzir EFCs envolvem projeção enquanto o corpo está adormecido ou num estado "próximo" do sono. Focalizaremos em breve métodos simples para conseguir isso. Existe, porém, algum trabalho preliminar com sonhos que, para muitos, será um requisito prévio para se tirar o máximo proveito das técnicas que serão apresentadas. Para aqueles leitores que já trabalham com sonhos, boa parte deste capítulo será uma revisão.

Os sonhos são, muito simplesmente, uma porta natural para as dimensões interiores do nosso ser. No estado onírico, viajamos todas as noites para níveis fundos onde bebemos da fonte "da energia e do conhecimento, a qual sustenta permanentemente a nossa identidade eterna e em constante crescimento. Recordamos usualmente pouco dessas excursões mais profundas porque elas alcançam dimensões da experiência que são muito diferentes do mundo físico que conhecemos tão bem. Por vezes, os sonhos que recordamos são as nossas próprias tentativas para traduzir essa sabedoria mais profunda para um plano físico que possamos compreender.

Acredito que, no mundo onírico, visitamos com freqüência o passado e o futuro. Comunicamo-nos com outras partes dos nossos seres. Comunicamo-nos com os "eus" reencarnacionais, comparando impressões, trocando informações e deslocando-nos através do tempo com a mesma facilidade com que os nossos corpos físicos respiram. Recebemos instrução dos nossos "eus" interiores, os maiores "eus" dos quais somos uma parte. E na medida em que temos acesso a tal informação, podemos facilitar a transferência e a incorporação desse saber às nossas vidas físicas.

Os sonhos podem ser usados para muitos fins, incluindo a solução de problemas, o exame de crenças, a aquisição de entendimento sobre situações da vida corrente, promovendo a saúde e a cura, entrando em contato com emoções reprimidas, e muito mais. Entretanto, para auferir todas as vantagens desse recurso, é importante dar aos nossos sonhos a atenção que eles merecem.

Acredito que os nossos eus oníricos são exatamente tão válidos quanto os nossos eus físicos. Eles são uma parcela de nós próprios. O eu sonhante e o eu fisicamente orientado são partes da nossa identidade maior - uma identidade que habita em muitas dimensões. O eu sonhante e o eu vígil estão intimamente relacionados. Fazem parte de um continuum do ser e não estão realmente separados. São o mesmo Eu, duas faces da mesma moeda mas existindo em dimensões diferentes.

Segue-se a descrição de uma experiência fora-do¬corpo que eu tive, na qual parecia como se eu me fundisse com alguma das outras parte do meu ser:

Vi-me sentado a uma mesa numa sala que não reconheci. Na mesa havia muitas pessoas, inclusive eu próprio. Eu estava completamente acordado e sabia estar fora do meu corpo físico. Estava fascinado por ver como tudo parecia totalmente real. Essa sala era percebida como tão real quanto qualquer outra onde eu tivesse até hoje estado. Eu era eu mesmo e sabia que era eu mesmo; e, no entanto, eu era algo mais, de um certo modo. Senti-me como se estivesse fundido com um outro e mais vasto aspecto do meu eu. Comecei discutindo com as pessoas da mesa sobre a parcela de mim mesmo que habitava a realidade física normal. A discussão gravitou em tomo do comportamento e características do meu eu físico. O eu com que me fundira nesse estado parecia ter acesso a uma perspectiva mais esclarecida e sagaz do que aquele que eu normalmente possuía. Parecia saber uma grande quantidade de coisas que eu ignorava; mas agora, que estávamos juntos, alguns dos seus conhecimentos pareciam-me acessíveis. Eu não estava separado desse eu. Esse eu era eu. Era deveras estranho estar sentado a uma mesa não-física que eu sentia ser tão física e sólida quanto qualquer outra na Terra e ouvir-me descrevendo e analisando calmamente o meu eu físico normal com um nível de discernimento que parecia exceder facilmente aquele a que eu estava habituado.

Acredito que na experiência acima fundi-me com o meu eu onírico; que esse eu está bem vivo e alerta, vivendo em dimensões válidas da experiência que todos visitamos noite após noite; que a sua existência e experiência continuam, mesmo quando estam os despertos no mundo físico normal. Com um pouco de prática, podemos aprender a levar a nossa consciência vígil conosco para o estado de sono e assim fundi-la com o nosso "eu onírico", aumentando o fluxo de informação entre os mundos interior e exterior.

O mundo dos nossos sonhos é freqüentemente considerado uma criação de nossa imaginação. Mas, muito pelo contrário, é um caminho de superlativa importância - um caminho que se destina a ser por nós usado para descobrir as dimensões plenas de nossas próprias identidades. É uma estrada que leva às incontáveis dimensões da realidade que algum dia será o nosso permanente campo de atividade lúdica.

Os sonhos fornecem ao eu desperto inestimáveis informações que utilizamos com freqüência, quer recordemos ou não o que sonhamos. A informação pode aparecer em qualquer ponto do dia como uma intuição ou insight. Além disso, o estado onírico faz parte do mecanismo pelo qual criamos as nossas vidas. É aí que as tremendas interconexões e logísticas são elaboradas, o que nos habilita a inserir eventos específicos em nossas vidas de acordo com as nossas crenças e em harmonia com as muitas outras pessoas cujas realidades possuem fronteiras comuns.

Se o nosso foco do dia-a-dia é pusilânime ou negativo, o mais provável é que os nossos sonhos reflitam esse tema. Os indivíduos que se vêem nessa situação podem beneficiar-se imenso se reestruturarem seus padrões de pensamento a fim de mudar a tônica de seus dias físicos, assim como de seus sonhos.

Os sonhos podem ajudar-nos às vezes a sair de depressões comunicando-nos conhecimentos oriundos de um nível emocional profundo. Eis um exemplo, extraído dos meus diários, de um sonho que tive há uns 12 anos, quando estava sentindo-me deprimido:

No sonho, eu sentia-me deprimido a respeito de minha vida e trabalho. Estava assistindo a uma representação teatral. O enredo pretendia expressar duas atitudes ou modos diferentes de conduta. A primeira atitude expressada envolvia um homem que se queixava a respeito de tudo. Achava que sua vida e seu trabalho eram um pesado fardo. A segunda atitude, ou modo, de atuação era expressa por um homem cantando uma canção extremamente exuberante. A canção era sobre um homem que amava totalmente a vida. Amava o trabalho. A canção continuava para dizer que todo o novo ofício ou aprendizado era uma grande e jubilosa experiência. E então o cantor começou interatuando com o gigantesco público que assistia à representação. Ele entoou as palavras "E Deus teve o Seu dia" , e o público todo repetiu "E Deus teve o Seu dia". Depois de duas ou três vezes, ele cantou "E eu tive o meu". A canção era de uma beleza e de uma força extraordinárias. O último verso dizia "Trate-se a si mesmo com o respeito que merece" . Eu chorava de emoção.

Quando acordei, o meu estado de espírito tinha mudado por completo. O sonho comunicara-me efetivamente, num nível intuitivo, que cada dia da vida de toda e qualquer pessoa é único, precioso e magnífico. Ter muitos sonhos como esse pode mudar literalmente o rumo de nossas vidas. Entretanto, se não se lembra nem registra esses sonhos, a pessoa diminui sua capacidade para extrair deles o máximo proveito.

O fluxo de informação entre os eus interno e externo pode ser consideravelmente intensificado por uma tentativa deliberada de trabalhar com sonhos. Além disso, trabalhar com sonhos leva diretamente a habilidades que facilitam a indução de experiências fora-do-corpo. Eis, em linhas gerais, como proceder. Em primeiro lugar, desenvolver o hábito de recordar e interpretar os seus sonhos. Depois, experimentar alguma forma de controle dos seus sonhos. Isso prepara o cenário para o sonho lúcido (a atividade onírica. em que a pessoa percebe estar num sonho) e para o uso efetivo das técnicas de indução de EFDCs. Não existem regras estritas, de modo que cada um deve optar pela técnica que melhor lhe convenha e de acordo com o seu próprio ritmo. Começará com o programa para trabalhar com sonhos.


(...)




O ESPECTRO DA CONSCIÊNCIA:
EXPERIÊNCIAS FORA-DO-CORPO E SONHOS LÚCIDOS

Há uma forte conexão entre sonhos e EFCs. Para se entender essa conexão, é útil pensar nos vários estados de consciência que os seres humanos experimentam como sendo uma espécie de contínuo.

Numa extremidade do contínuo estão sonhos como aqueles que você pode surpreender-se criando rapidamente, instantes antes de acordar. Como foi mencionado há pouco, acredito que nesse tipo de sonho tentamos traduzir conhecimentos adquiridos na realidade não-física em termos físicos, de modo que possamos trazê-las de volta à nossa consciência vígil normal. Essa espécie de sonho é, em certos aspectos, semelhante ao que poderíamos usualmente designar como imaginação. Isso não significa, porém, que tal experiência não tem realidade.

Repito ser minha convicção de que o mundo onírico é uma porta natural para os mundos desconhecidos donde viemos e para os quais estaremos voltando em breve. Podemos, às vezes, encontrar-nos em paisagens oníricas com muitos elementos imaginários. Em outros sonhos, entretanto acredito viajarmos para dimensões da existência tão reais quanto mundo físico, que usualmente temos por ponto pacífico ser único mundo. Isso tampouco significa que os sonhos com elementos imaginários ou que variam constantemente não tenham qualquer validade, pois têm.

Poderíamos afirmar que diferentes tipos de sonhos possuem graus variáveis de realidade - literalmente diferentes gradações de matéria e energia.

Podemos considerar um sonho lúcido um "grau superior" de um sonho típico, um passo mais adiante no contínuo. Um sonho lúcido é aquele em que o sonhante percebe estar sonhando. Esse tipo de sonho é, com freqüência muito intenso e vívido. Uma diferença interessante entre 'sonhos normais e sonhos lúcidos é que, nestes últimos, a paisagem onírica parece tornar-se mais coerente e menos irreal assim que o sonhante atinge a lucidez.

A medida que nos deslocamos ao longo do nosso contínuo hipotético, chegamos às experiências fora-do-corpo. Esse estado de consciência pode ser dividido, grosso modo, em EFCs que têm lugar no mundo físico e as que ocorrem em mundos não-físicos. As EFCs que ocorrem em mundos não-físicos podem ser consideradas um grau superior dos sonhos lúcidos.

Para fins de definição, a principal diferença entre uma EFC em mundos não-físicos e um sonho lúcido, de um modo geral, parece residir na percepção subjetiva do indivíduo. O sonhante lúcido pensa que está num sonho e que o que está vivenciando é imaginário. Não está cônscio ou não se preocupa no que diz respeito ao paradeiro de seu corpo físico. Entretanto, o indivíduo que passa por uma experiência fora-do-corpo está profundamente cônscio de que se encontra fora de seu corpo físico, sabe onde seu corpo físico está e pensa que o que está experimentando é real.

Acredito que, na grande maioria dos casos, o sonhante lúcido já está baseado fora do corpo e simplesmente não se apercebe disso. Por outras palavras, a maior parte dos sonhos lúcidos são uma forma de EFC. A bem dizer, acredito que deixamos os nossos corpos todas as noites durante o sono, quer recordemos ou não qualquer tipo de sonho.

O sonho lúcido tem sido, historicamente, um caminho efetivo para a viagem astral. Muitos que aprenderam como deixar seus corpos começaram por aprender como induzir sonhos lúcidos. Converter um sonho lúcido numa EFC parecer ser, basicamente, uma questão de perceber que o seu corpo físico está dormindo em algum outro lugar e que você está separado dele.

Penso que, na realidade, é sobre os graus variáveis de percepção dos diferentes estados de consciência que estamos falando. Como sugerimos no Capítulo 1, a própria EFC pode flutuar em seu grau de exteriorização. Alguns sonhos lúcidos podem começar com sua base de conscientização parcialmente no corpo e parcialmente fora dele, e o grau de exteriorização pode recrudescer à medida que a experiência prossegue e você se concentra mais intensamente no meio ambiente interno. Quando você percebe que está sonhando e também se dá conta de que está fora do seu corpo, esta úlima percepção eleva ainda mais o seu estado de conscienti.zação de todo o processo em que está envolvido. Isso será mais ou menos equivalente a outras formas da EFC, como flutuar para fora do seu corpo físico no seu quarto de dormir e testemunhar conscientemente a separação. De fato, podese utilizar o sonho lúcido como um ponto de lançamento do qual regressar ao corpo físico e depois flutuar fora dele no seu quarto de dormir, se estiver propenso a isso. Essa técnica é descrita no Capítulo 10. Não que você queira necessariamente ir correndo de volta para o físico, de qualquer modo. Na maioria dos sonhos lúcidos, sua consciência já transferiu sua base de operações para os mundos interiores. Algumas das mais excitantes e educativas excursões fora do corpo têm lugar na realidade não-física.

De um modo geral, as EFCs são mais coerentes do que os sonhos lúcidos. Em certos aspectos, as EFCs que ocorrem na realidade física podem parecer francamente "ordinárias". Uma vez fora do seu corpo, você poderá explorar seu lar ou seu bairro, observar que tudo realmente é muito parecido - a não ser pelo fato de que você pode estar voando ou caminhando através de paredes. Mesmo as EFCs nos mundos interiores parecem, em geral, mais coerentes e menos irreais do que os sonhos lúcidos. Acredito que isso se deve ao estado especial de conhecimento alcançado na experiência fora-do-corpo. Considera-se que os mundos interiores são receptivos. Portanto, quando você percebe que está fora do seu corpo e vivenciando uma realidade válida , essa percepção consente-lhe, em si mesma, compreender (e criar) com maior clareza.

Em seu livro Journeys Qut ofthe Body, Robert Monroe chama Locale II a essas dimensões interiores. Postulou ele que Locale II é um "meio ambiente não-material com leis de movimento e de matéria só remotamente relacionadas com o mundo físico' . E prossegue dizendo que esses locais são habitados por seres inteligentes, e que Locale II é "o ambiente natural do Segundo Corpo" (em outras palavras a forma não-física usada em EFCs). Uma vez que Locale II é para onde o segundo corpo quer "naturalmente" ir, ele para al será conduzldo, ou do contrário aí permanecerá uma boa parte do tempo. Em minha experiência pessoal observei uma tendência análoga. Mesmo que começasse por alçar-me do meu corpo no meu quarto e explorasse o meu ambiente físico imediato, era freqüente terminar em mundos não-físicos antes do final da experiência.

Penso ser basicamente irrelevante se você se levanta ou não do seu corpo no seu quarto e depois viaja para Locale lI, ou se, em vez disso, torna-se simplesmente lúcido no estado onírico e depois se apercebe de que está fora do seu corpo. Ambas as experiências são edificantes e, portanto, merecem ser vividas. Praticaremos técnicas que abrangem ambasessas formas de EFC no Capítulo 10. Aqueles que têm dificuldade em admitir o conceito de outros mundos, poderão querer começar por concentrar-se em EFCs nas quais se mantêm apegados à realidade física e tentam obter alguma espécie de evidência de que estão fora do corpo.

Neste ponto, o que algumas pessoas parecem perder de vista é o poderoso efeito de sistemas de crenças fundamentais sobre as experiências na realidade não-física. Se você tem uma forte orientação no sentido de acreditar que o mundo físico é o único que deve ser seriamente considerado ou pensado como "real" , essa crença impregnará a sua experiência num sonho lúcido ou numa EFC. A realidade não-física é extremamente receptiva ao pensamento. Rígidos pressupostos podem literalmente bloquear um indivíduo para as experiências intuitivas, de conhecimento direto, acerca da validade dessas dimensões não-físicas.

Algumas pessoas afirmam que a EFC é, simplesmente, uma forma de sonho lúcido. E o sonho lúcido é, em geral, considerado justamente isso - um sonho - ou seja, uma experiência que não tem realidade objetiva e existe apenas na mente do sonhante. Rejeitar as EFCs como sendo apenas uma outra forma de sonho é um modo simples e confortável de permanecer dentro dos limites dos pressupostos materialistas que ainda predominam em nossa cultura. É muito mais aceitável dizer aos amigos e colegas que sonhou certa vez ter voado para o apartamento de alguém do que declarar que deixou realmente seu corpo (ainda que possa corroborar sua experiência com o fato de que, durante a sua excursão, viu algo que pôde mais tarde verificarl). A realidade da experiência fora-do-corpo é um conceito capaz de abalar os próprios alicerces de crenças há muito acalentadas. É muitíssimo mais fácil dizer que as EFCs são irreais e apenas uma outra forma de sonho. Não obstante, as EFCs são reais e já vimos algum apoio científico para esse conceito (no Capítulo 1).

Não há muita concordância quanto ao modo como definir precisamente uma experiência fora-do-corpo. Algumas pessoas consideram uma EFC uma experiência em que uma pessoa percebe o mundo físico desde um ponto de vista fora do corpo físico. Isso incluiria as EFCs em que o indivíduo testemunha a separação do corpo e é capaz de ver seu corpo físico do ponto de vista de seu corpo "astral". Outros definem a EFC como qualquer experiência em que o indivíduo sente que sua mente ou ponto de consciência está fora do seu corpo físico, quer ele esteja percebendo o mundo físico ou alguma outra dimensão da experiência. Isso incluiria as EFCs que são iniciadas a partir do estado onírico e nas quais o indivíduo pode viajar para mundos interiores (' 'oníricos' ') válidos.

Para esclarecer, podemos identificar diversas formas de experiências fora-do-corpo:

1. Ver-se conscientemente flutuando fora do seu corpo físico e permanecendo no universo físico.

2. Ver-se conscientemente flutuando fora do seu corpo físico e viajando em seguida para outras dimensões da experiência.

3. Encontrar-se fora-do-corpo sem ter presenciado a separação do seu corpo físico.

4. Perceber que está num sonho e depois dar-se conta de que está fora do seu corpo.

5. Perceber simplesmente que está num sonho (neste caso, o mais provável é que já se encontre fora do seu corpo, embora não o saiba).


Eis uma interessante questão a considerar aqui: Onde se situa a consciência vígil normal no nosso hipotético contínuo? Na realidade, esse é um ponto discutível mas, em todo o caso, gostaria de mencionar que, de certa maneira, aEFC pode oferecer um quadro mais completo da nossa verdadeira identidade do que a consciência vígil normal. Embora a nossa consciência cotidiana pareça bastante coerente, ela está freqüentem ente associada a um entendimento limitado do contexto maior em que existimos. A realidade física que percebemos durante o nosso estado vígil normal poderia, pois, ser até concebida como um sonho em que nos concentramos com excessiva intensidade.

Pode-se argumentar que a EFC inclui freqüentemente uma compreensão intuitiva de que a existência não é dependente do corpo físico e poderia, por conseguinte, ser considerada um grau superior do nosso estado vígil normal. É claro, esse conhecimento - e alguns outros que, aparentemente, são mais acessíveis durante uma EFC - também pode ser obtido durante a consciência vígil normal, pelo que seria inexato dizer que é intrínseco nas EFCs apenas. Além disso, como foi mencionado antes, algumas pessoas sufocam o potencial do estado EFDC com pressuposições rígidas. Finalmente, todos os vários estados de conscientização que consideramos são divisões artificiais efetuadas apenas a bem da clareza. O eu sonhante, o eu vígil, o eu EFC, o eu interior e a alma são todos uma só coisa, e todas as tentativas para encaixá-los em categorias estritas acabarão fracassando. Digamos apenas que a posição relativa da consciência vígil normal em nosso contínuo hipotético depende do ponto de vista de cada um.

Nada disso significa que as pessoas, por vezes, não tenham alucinações enquanto fora-do-corpo; elas têm. Muitas pessoas têm visto objetos, cenários e mesmo os seus próprios corpos enquanto têm EFCs, só mais tarde descobrindo que suas visões continham poucos ou muitos elementos imaginários. Por outro lado, numerosas pessoas têm relatado EFCs em que puderam descrever com exatidão cenas e eventos físicos que não tinham a menor possibilidade de ser percebidos desde o ponto onde seus corpos físicos se encontravam, com o uso exclusivo de seus sentidos físicos. Pode-se influenciar o grau de elementos alucinatórios que são encontrados enquanto fora-de-corpo solicitando ou ordenando que todas as alucinações desapareçam. É evidente que esse tipo de aptidão, assim como outros que requerem um delicado ajuste, só pode ser aperfeiçoado através da prática.

Em nossa cultura, temos sido treinados para considerar o intelecto a nossa única voz idônea. Bloqueamos o conhecimento intuitivo que é nosso direito inato. Aprendemos a questionar sempre intelectualmente a sabedoria que já possuímos em níveis mais profundos. Aprender a confiar em nosso próprio conhecimento interior e a escutar a nossa intuição é um importante passo em nosso crescimento espiritual. Se confiarmos realmente em nossa intuição e em nossos sentimentos, acabaremos por "saber", pura e simplesmente, que na grande maioria dos nossos sonhos lúcidos já estamos fora do corpo físico. Usando esta teoria como hipótese de trabalho, o leitor estará apto a induzir mais facilmente EFCs a partir do estado onírico e a abrir-se para experiências e conhecimentos que, caso contrário, poderão ser bloqueados.

A verdadeira arte de sair do seu corpo envolve a aprendizagem de como operar efetivamente onde quer que vá, seja flutuando em redor de sua cama ou viajando na realidade interior. Há toda uma série de diferentes graus de consciência que você pode experimentar enquanto fora do seu corpo. De um modo geral, poderá melhorar o seu grau de clareza cons¬ciente através da prática.


(Trechos dos capítulos 8 e 9 do livro de Rick Stack, "Viagem Astral - As Aventuras Fora do Corpo")

43 comentários:

Nespernnub disse...

Olá. Queria partilhar convosco uma situação que se passou comigo esta noite, para ver se me podem ajudar.
É possivel ter um sonho lúcido e depois voltar a ter um sonho que não é lucido, sem acordar entre os dois sonhos? Passo a explicar...
Hoje estava a sonhar que estava a voar no espaço, e dei por mim a pensar: "Se estou a voar, é porque estou a sonhar. E se estou a sonhar, posso modificar isto." Depois, por um processo de vontade, comecei a voar muito mais rapido e com mais autonomia. Depois pensei "se posso criar o que quiser, agora vai aparecer aqui uma enorme espiral azul." E apareceu. Depois pensei: "Agora quero que o cenário mude e passe a ir ao Egipto Faraónico." E o cenário modificou-se e passei a ver as piramides. Acontece que mais tarde, depois de mais uma aventura, dei por mim a sonhar que estava a contar tudo isto a uma pessoa.
A minha duvida é: cheguei mesmo a ter um sonho lúcido e depois voltei a "cair na inconsciencia" ou foi tudo um sonho inconsciente em que sonhei que estava a ter um sonho lucido?

Obrigado,
Rui Hermano

jholland disse...

Olá,

Pela sua descrição, voce realmente teve um sonho lúcido. É comum cairmos novamente em sonho ordinário - isto é, sem lucidez - após um sonho lúcido. Achei muito interessante sua descrição e suas experiências lúcidas ocorridas no mundo onírico. Algumas pessoas entendem que o sonho lúcido é uma "porta para..." ou mesmo uma espécie de projeção astral. As viagens e vôos oníricos seriam uma experiência fora do corpo, só que não reconhecidas em virtude da ilusão que o sonho produz no sonhador-projetor. Ou seja, segundo essa interpretação, o sonho oblitera ou nos ilude com seu cenário ilusório, porém estaríamos, de fato, numa projeção astral. Ainda de acordo com essa interpretação, quando a lucidez aumenta (no sonho lúcido) o cenário desaparece e voce se dará conta de estar viajando por meio de seu "corpo astral".
Obrigado por participar e compartilhar suas experiências conosco.

Nespernnub disse...

Olá Jholland.
Muito obrigado pela tua análise ao meu comentário. Foi uma verdadeira ajuda.
Na verdade, deixei o meu relato propositadamente incompleto.
Quando apercebi-me que estava a sonhar, ainda no "cenário" do universo, fiz mais coisas do que contei. Depois de ter feito duas ou tres coisas aparecerem de forma completamente intencional, fiz a tal intensão de "ir" para o Egipto Faraónico, mas logo depois de ver as piramides todo o cenário desmoronou-se. Nota, não desapareceu. Vi-o perfeitamente a desvanecer. E foi aí que senti-me flutuar por alguns instantes. Sentia-me no ar, num cenário esverdeado mas completamente esfumaçado mas, ao mesmo tempo, sentia o meu corpo deitado na cama.
Depois disso caí no que penso ter sido um sonho não lucido.
Agora é que o relato está completo.


Obrigado,
Raul Hernani

Hermeticum disse...

Viva a todos,
Seria interessantíssimo criar um site (caso ainda não haja), ou até uma área num site/projecto já existente (neste?) especificamente para servir de depósito de relatos de sonhos lúcidos.
O tema é interessantíssimo e penso que todos nós, que aspiramos a ter sonhos lúcidos, teríamos a ganhar se lêssemos depoímentos de casos bem sucedidos para que pudessemos aperfeiçoar em nós essa arte.
O que acham?

jholland disse...

Olá Hermeticum,

Sua sugestão é excelente.
Um dos propósitos deste Blog é também servir de relatos para sonhos lúcidos (uma espécie de banco de sonhos lúcidos, como voce sugeriu). No texto que fica à direita do Blog fizemos o seguinte convite: "Neste Blog, você está convidado a postar suas experiências em sonhos lúcidos, descrevê-los, bem como as sensações que teve ao descobrir que o sonho era um sonho." Portanto, basta mandar-nos o texto com a descrição do sonho lúcido que publicamos ! Tenho alguns sonhos lúcidos anotados e que não publiquei no Blog, estava mesmo pensando em escrever uma postagem reunindo-os de forma resumida.
Seria também bastante interessante publicarmos textos sobre interpretações acerca desse fenômeno assim como técnicas para aumento da lucidez, seu prolongamento e relatos sobre explorações conscientes do mundo onírico...
Idealmente, com o progresso da lucidez de várias pessoas, poderíamos combinar certas experiências, tais como sonhos lúcidos compartilhados etc.
Isso demandaria tempo, porém as possibilidades são infinitas. Creio que quando compartilhamos idéias e experiências talvez houvesse um efeito retro-alimentador, a lucidez onirica aumentaria entre aqueles que fizessem parte desse projeto.
Outro efeito interessante é que talvez percebessemos uma coincidência de sonhos, ou seja, é possível que já estejamos, de algum modo, compartilhando ou comunicando sonhos sem percebermos...
Abraços !

Hermeticum disse...

Olá Jholland,
Concordo com a tua ideia. Na medida do possivel vou participar no blog para ajudar a cumprir esse objectivo.
Já agora, o relato do sonho lucido deste post é meu. :)

Flávia disse...

Olá!Gostaria que vcs opinassem sobre as exeriência que venho tendo ao longo dos anos. Quando tinha uns 18, 19 anos tive uma sensação muito estranha de dormência por todo o corpo, paralisia... Não conseguia falar, mas conseguia ver nitidamente o que acontecia ao meu redor. Isso foi no meio da madrugada. Sei que estava acordada! As primeiras vezes que isso me aconteceu fiquei desesperada demais, por isso demorava para dormir. Como tinha saído de uma determinada religião, mas ainda estava impregnada por ela, pensava que a experiência que tive era domoníaca. Fiquei um bom tempo pensando dessa forma. Depois disso, me acostumei e qd isso me acontecia, apenas relaxava e voltava a dormir. Há pouco tempo atrás tive 3 sonhos muito marcantes. Fui a um lugar desconhecido e lá conheci pessoas. Cada vez que voltava nesse lugar, conhecia partes diferentes dele: o centro da cidade, uma estrada de terra que levava à praia e pessoas.
A partir da 2a vez, tive ceretza que estava retornando ao lgar do 1o sonho. E tinha consciência de que aquilo não era real.
Há uns meses atrás, para completar, tive a tal sensação de que estava paralisada. Relaxei e comecei a me movimentar, encostando minha erna na parede. Senti a parede gelada, ouvi o barulho e senti o vento do ventilador, via tudo ao meu redor. Mas de repente acordei e percebi que não fiz aquilo concretamente.
E então? Será que isso é perigoso? A pessoa pode não voltar? Por favor, me respondam.
Grata.

jholland disse...

Olá Flávia,
Pelas minhas experiências e também pelo que tenho lido e pesquisado, não há motivo para se preocupar. As experiências que vc descreveu parecem ser os sinais clássicos de que vc está prestes a ter sonhos lúcidos (se já não os teve) ou mesmo aquilo que se convencionou chamar de "projeção astral" (os autores não se encontram de acordo se esta é uma modalidade daqueles ou vice-versa). De qualquer forma, trata-se apenas de um estado alterado de consciência, lembrando que o próprio sonho ordinário também o é. Recomendo que vc leia algumas postagens que se encontram neste Blog. Como introdução, recomendo a matéria publicada aqui em 13/11/2007, de autoria do pesquisador Cleber Monteiro Muniz ("Sonhos Lúcidos: o surgimento da lucidez onírica e seu estudo"); outro artigo do mesmo autor foi publicado neste Blog em 14/11/2007, sob o título "Como lidar com os sinais que antecedem uma experiência onírica consciente". Caso vc ainda não tenha lido nada mais sobre o assunto, recomendo ainda 2 livros introdutórios ("Sonhos Lúcidos" - de Steve La Berge - e "Sonhos Criativos", de Patrícia Garfield. Nos artigos de Cléber Monteiro Muniz, aliás, o autor trata também da paralisia que vc sentiu. Finalmente, quanto à sua dúvida sobre "não voltar", a unanimidade dos praticantes - até onde sei - concorda quanto à impossibilidade disso acontecer. Minha sugestão é que vc aprimore e desfrute seu talento, pois essa aptidão é buscada por muitos praticantes avançados de ioga, podendo ainda ser utilizada como poderoso instrumento de aprimoramento psicológico-emocional e mesmo espiritual.As leituras indicada servirão para vc ficar mais à vontade e sobretudo valorizar suas experiências.
Bons sonhos lúcidos e sinta-se à vontade para continuar essa troca de experiências !

Reuven Valens disse...

Parabéns pelo Blog, vcs desenvolvem um grande trabalho! Nestes últimos tempos eu resolvi criar um Blog para expor os meus sonhos, pesadelos e experiencias metafísicas. Caso quiserem dá uma olhada, fiquem a vontade.

O nome do meu Blog é " Εφιάλτες " que em grego significa, Pesadelos.

Fico feliz em achar material para entender esses fenonemos tão fantásticos, e poder conhecer um pouco mais de mim mesmo.

Um abraço
Reuven

Reuven Valens disse...

Obrigado pela atenção e pela dica do outro site. Logo estarei lendo e estudando o material.

Att
Reuven

Richard disse...

Flávia,
O que descreves chama-se de "paralesia de sono". Encontras informação facilmente pela web sobre esse assunto.
A experiência que relatas no fim do comentário parece-me ser uma OBE (out-of-body experience).
Não te preocupes em relação à possibilidade de "não voltares". Quando isso acontecer-te, relaxa.


Cumps,
Hermeticum

PS: Já agora, o meu novo blog está alojado em http://pyr-hermetica.blogspot.com/2009/06/bem-vindos.html

Flávia disse...

Obrigadíssima pela atenção. Agora Fico mais traqüila. Lerei o que foi recomendado. Adorei o Blog.

cia.ltda. disse...

tenho experimentado sonhos exatamente como os descritos nesses textos, gostaria de conhecer um pouco mais a respeito

jorge

jholland disse...

Olá Jorge,

Obrigado pela sua participação no Blog.

Estamos à disposição para trocar idéias e informações, fique à vontade para formular perguntas, sugestões, interpretações...

Creio também que seria interessante vc contar um pouco de sua própria experiência.

Caso vc queira relatar algum sonho lúcido ou OBE e vê-lo postado aqui no Blog, mande-nos o relato (já em forma de texto para postagem, inclusive com a identificação/autoria que vc queira associada ao sonho), autorizando sua publicação.

Abs !

Richard Hermeticum disse...

Olá amigos,
Como estamos na criação de uma secção para relatos de sonhos lúcidos?
Estava a pensar em criá-la no meu blog ( http://pyr-hermetica.blogspot.com/ ), mas poderia ser perfeitamente aqui.
A minha ideia seria criar artigos com relatos de sonhos lúcidos e depois tentarmos interpretá-los na medida do possível, ao invés de ficarem "perdidos" nos comentários de artigos e afins.

Um abraço,
Richard

jholland disse...

Olá Hermeticum !
Desculpe-me por não ter respondido antes, estive ausente por alguns dias...
Em relação à seção dedicada ao relatos, nosso Blog encontra-se inteiramente disponível, como já havia adiantado.
Basta apenas que o "sonhador-onironauta" poste o sonho como "comentário", manifestando expressamente o interesse em vê-lo publicado sob a forma de "postagem". Preferencialmente, seria interessante que o sonhador já idenficasse o nome sob o qual essa postagem será publicada (ou seja, qual a autoria do relato onírico).
Não sei se é essa a forma que vc pensou, pois talvez haja, inclusive, alguma outra funcionalidade - que desconheço - dentre as ferramentas do Blogger que possibilite uma forma mais aberta de os interessados participarem.
Caso vc conheça, por favor, mande-nos dicas!
De qualquer forma, gostei muito do seu Blog, tendo inclusive adicionado dentre os recomendados aqui mesmo.
(Tentei colocar algum comentário nele, mas por alguma razão inexplicável, o texto que digitei não apareceu na caixa de mensagens do Blog...o que será que está havendo ?)
Abs !

Richard Hermeticum disse...

Olá companheiro,
Basicamente a ideia que tive para publicar relatos de sonhos lúcidos é identica à tua.
Quanto ao que disseste do meu blog, só tenho que agradecer. Em relação a não conseguires por lá um comentário, acho estranho porque tenho lá alguns.

Abraço,
Richard

jholland disse...

Caríssimo Hermeticum,

Tentei novamente colocar um comentário no seu Blog, novamente não consegui ! Gostaria de te fazer uma pergunta:
- Você sabe algo acerca do "corpo de luz" ? (por exemplo, do que se trata exatamente, qual a meditação para ativá-lo, ou mesmo se há algum texto ou livro sobre esse assunto ?)
Pergunto isso, porque ouvi de alguém deu a sugestão de que "criar um corpo de luz seria a forma mais efetiva para se intensificar os sonhos lúcidos"...
Quem sabe uma pequena pesquisa sobre isso possa render bons frutos !

Abs

Richard Hermeticum disse...

Olá Jholland,
Sobre o facto de ainda não conseguires fazer comentários no meu blog, não faço a menor ideia do que se estará a passar.
Em relação ao corpo de luz, sinceramente sei algumas coisas. Escrevi um artigo sobre a constituíção esotérica do Homem (na verdade, não são 7 sub corpos mas sim 7*7) e já estudei algumas coisas sobre o corpo astral.
Vou ver se consigo arranjar-te alguma documentação sobre isso. Um bom sitio para leres sobre isso é na Doutrina Secreta da Helena P. Blavatsky, se bem que não é de longe nem de perto um bom sitio para começar.


Abraço,
Richard

jholland disse...

Hermeticum, fico no aguardo do seu material.
Obrigado !

Richard Hermeticum disse...

Jholland,
Procura por Yoga dos Sonhos (dream yoga) e meditação Dzogchen.
Para exercicios específicos, tens o Hata Yoga ou o Chi Kung, mas duvido que tenhas resultados praticando sozinho.
Eu tenho atacado directamente no tema e estou a ler o Lucid Dreaming by VH Frater Justificatus.
Se entretanto arranjar informação mais concreta, envio-ta.

Abraço,
Richard

Richard Hermeticum disse...

Companheiros,
Já repararam que se tentarmos aceder ao conteudo do blog dos anos anteriores, somos brindados com uma mensagem de erro (que pode ser reportada aos tipos da blogger)?

jholland disse...

Richard, fiz um teste e não tive problemas. Mas soube de outros Blogs em que os usuários também reclamavam.
Talvez seja um problema de configuração ou aos vai-e-vem e altos-e-baixos do Blogger...

jholland disse...

Richard,

Em relaão ao Dream Yoga e ao Dzogchen, tenho estudado alguma coisa, praticado e tido iniciações (Dzogchen). Porém não vi nada diretamente relacionado (pelo menos não explicitamente) ao "corpo de luz". No Dzogchen, essa terminologia é empregada como algo sinônima do "corpo de arco-íris". Mas, certamente, a pessoa que me sugeriu e relacionou com o sonho lúcido não estava se referindo a algo tão avançado como o corpo-de-arco-iris do Dzogchen (um estado de realização e superação do corpo, atingido por grandes praticantes e mestres Dzogchen).
Penso que essa expressão tenha sido empregada como algo semelhante ao chamado "corpo astral".
Confesso que as pesquisas que efetuei até o momento resultaram ainda um pouco insatisfatórias...

Vamos pesquisando !

Abraços

Richard Hermeticum disse...

Sim, as duas técnicas de Yoga não têm que ver directamente com o "corpo de luz". Falei delas porque o teu objectivo era melhorar o desempenho dos sonhos lúcidos.
Em relação ao "corpo de luz", normalmente aparece associado ao prana sharira dos Hindos, ou seja, ao nosso veículo energético. Ver aqui. O problema é que por vezes o "corpo de luz", ou "duplo luminoso" também é associado ao "duplo astral", ou Linga Sharira.
É relativamente simples de sabermos a qual dos dois subcorpos se referem. Normalmente vais lá pelo contexto. Nos sonhos, normalmente falamos do mundo astral, então o "corpo de luz" é o corpo astral. Em praticas energéticas, normalmente referem-se ao veiculo energético.
Em OBEs (out-of-body experiences) é que é mais complicado, porque existem OBEs nitidamente no mundo astral, no veiculo físico e ainda no etéreo-fisico (stula sharira).
De qualquer forma, são tudo conceitos. O importante é tentar experienciá-los. :)

jholland disse...

Richard,

Muitíssimo úteis e profundas suas observações... Li seu artigo no Blog - excelente !

Minhas experiências pessoais parecem apontar nesse sentido: algo semelhante àquilo que eu descreveria como uma espécie de "descolamento" desse duplo sutil; ou, ainda, a auto-imagem que temos de nosso corpo adquirindo autonomia. Há assim uma espécie de duplo corpo ou mesmo a projeção de uma das camadas de consciência.

Gostaria de saber se é possível a voce passar uma fonte bibliográfica que me possa ser útil para o aprofundamento desse tema, e algo que contenha algum tipo de instrução, técnica ou prática meditativa que possa ser exercitada com vistas à ativação e desenvolvimento do corpo-de-luz.

(se voce preferir passar-me por EMail pessoal, não haverá problema)

Obrigado.

Richard Hermeticum disse...

Olá Jholland,
A bibliografia que pedes é extremamente díficil de encontrar, mas vou tentar arranjá-la junto de alguns "contactos". De qualquer forma, podes sempre tentar retirar algo da derradeira obra que expõe os ensinamentos do Budismo Mahayana. Refiro-me à Voz do Silêncio de H.P.Blavatsky.
De qualquer forma, estou mais do que convencido que a unica maneira de atingires o que pretendes é iniciares com o Chi Kung, Tai Chi ou outra variante.
Já agora, estou com alguma dificuldade em encontrar o tal link sobre o "apagão consciencial". Envia-mo, sff.

Abraço,
Richard

jholland disse...

Hermeticum,

O link da postagem é:

http://sonhoslucidus.blogspot.com/2008/09/sobre-sonhos9-apago-consciencial.html

Obrigado pela dica e não se preocupe, suas informações já foram de grande valia. Caso, entretanto, voce encontre algo, pode mandar !

Abraços

Richard Hermeticum disse...

Pedi alguma bibliografia a quatro pessoas que dedicam-se nessa área e, a sequência de um dos pedidos, levou a que criasse num futuro próximo uma secção no meu blog sobre exactamente esse assunto; por isso, stay tunned :)

jholland disse...

OK meu caro !

Obrigado.

Richard Hermeticum disse...

Amigo jholland,
Tenho alguma informação (links e pdfs) para ti. Diz-me o teu email.

Abraço,
Richard

jholland disse...

Caro Richard,

Meu EMail pessoal é:


barcellos.2@uol.com.br

Aguardo !!

Thaís disse...

Olá!
Li a postagem e gostaria muito de contar sobre algumas experiências que tem acontecido comigo.
Tenho 20 anos e há uns 3 meses tenho vivido EFC parciais.
Nunca tinha acontecido nada de extraordinário,ou fora do comum comigo.Pois bem.Há algum tempo atrás,tinha acabado de acordar numa segunda-feira e continuei deitada em minha cama,"curtindo" a preguiça.Ouvi a minha mãe que estava na sala organizando alguma coisa,e tenho certeza,estava completamente acordada.Fiquei pensando algumas coisas e me lembrei de uma conversa que tive com uma amiga na semana anterior,sobre gnose.Apenas me lembrei dessa conversa.De repente,senti o meu corpo todo adormecer,a cabeça um pouco tonta e senti como se alguma coisa estivesse se ajuntando nos meus ombros e cabeça.Ouvi um zumbido como se fosse uma turbina de avião e um ruído bem parecido com o de despertadores analógicos.Fiquei assustada demais pq eu sabia exatamente o que estava acontecendo,embora nunca tivesse tido esse tipo de experiência antes.Fiquei com muito medo e pedi a Deus que não me deixasse sair naquele momento porque não me sentia pronta.Com certa dificuldade,foi passando a sensação de adormecimento do corpo,até que eu fiquei completamente paralisada.Enchergava,tentava chamar minha mãe,mas não conseguia me movimentar.Consegui mover o dedo mindinho da mão direita e voltei ao normal.Levantei depressa e fui logo contar a experiência a minha mãe,que por sinal,ficou muito assustada.Durante esse dia,sentia o tempo todo a mesma sensação de adormecimento,e zumbido na cabeça.Se eu me sentava em algum lugar,a perna começava a adormecer e a cabeça ficava pesada.E em toda essa semana foi assim.Não conseguia dormir porque toda vez que começavam as sensações,eu me sacodia toda,acendia a luz do quarto e orava a Deus pedindo que adiasse essa experiência,ou que me desse coragem para vivenciá-la.Com o tempo,essas experiências foram ficando mais remotas,mas ainda acontecem.Geralmente,pelo menos uma vez por semana.Mas não são mais tão radicais quanto a primeira.Acontecem mais durante o dia,e sempre quando acabo de acordar.Por três vezes,via minha irmã sentada em frente ao computador,tentava chamá-la e não saía som algum da minha boca.Na última experiência,estava deitada,ví minha irmã no mesmo lugar,tentei chamá-la,senti o meu braço direito flutuar e me apoiei no braço esquerdo de forma a levantar a cabeça pra chamá-la,sem sucesso.Fico fascinada,mas não consigo deixar acontecer,deixar-me sair de fato.Ainda não aconteceu de ver meu próprio corpo físico adormecido,pois sinto medo terrível.Mas,quero muito também.Hoje,tive uma experiência diferente.Sonhei que tinha me levantado com dificuldade e um pouco tonta,que meu corpo pesava muito e que para me levantar,me apoiei na mesa do computador,que fica no meu quarto.Sonhei que tentei ligar o monitor,que não era o meu monitor e sim o de um amigo meu.Mas durante o sonho,eu senti e sabia que não era um sonho,que eu estava de fato,fora do meu corpo.Mas não me vi adormecida.Voltei e acordei.Tenho tido sonos tumultuados,tenho sensações antes de dormir e acordo a noite com frequência.Também me lembro de ter sonhado que estava na estrada com uma amiga minha,no carro,e que vi dois corpos,um de um homem e o de uma mulher,ambos negros.Não havia sangue,e eles estavam de bruços.A mulher tinha uma mochila do lado.Gostaria de saber interpretar meus sonhos,pois esse foi o terceiro ou quarto sonho que me despertou a atenção.Gostaria de conversar mais sobre o assunto,e vou deixar aqui o meu endereço de email e msn thais.barbosa@live.com/tuttyuk@gmail.com
A sua postagem foi de grande valia para mim,fico muito agradecida pelo esclarecimento!
Aguardo resposta!

jholland disse...

Olá Thaís,

Muito obrigado por compartilhar conosco suas experiências.

Sei bem o que vc sentiu. Também ouço um barulho muito semelhante ao de uma turbina de avião, ou de uma grande ventania. É muito nítido e concreto. Essas sensações, acompanhadas de flutuação, formigamento etc. são sinais clássicos de entrada em OBE/EFC.

A questão é: como familiarizar-se com elas e treinar a si mesma para dominá-las, permanecer consciente, vencer o medo e aprender com esse poderoso instrumento de crescimento espiritual.

Neste Blog você encontrará muito material sobre o assunto. Sugiro que voce leia não apenas as postagens, como também os comentários, onde voce poderá encontrar descrições e interpretações sobre isso, além de dicas de leitura, para maior aprofundamento.

Mais especificamente sobre OBE/EFC, recomendo também o site "Voadores" (www.voadores.com.br): certamente voce encontrará ali muito material específico sobre isso, além de chats para conversas com pessoas bem experientes em OBE/EFC.

Para continuarmos nossa conversa, estou te mandando meu EMail particular: barcellos.2@uol.com.br

Bjs

Célia H Barcellos disse...

Oi Thais,

De qualquer maneira, seria bom mentalizar alguma forma de proteção antes de ir dormir ou mesmo durante as experiências. Dá uma olhadinha nas últimas postagens do HolosGaia sobre isso:

http://holosgaia.blogspot.com/search/label/proje%C3%A7%C3%A3o%20astral

Abraços,
Célia

Richard Hermeticum disse...

(introdução)
Hoje, como é sábado, deixei-me dormir até mais tarde para trabalhar deliberadamente nos sonhos. Recordo-me de, pelo menos, cinco sonhos que tive e, à pouco, deu-me um "flash".

(citação)
"Por vezes, os sonhos que recordamos são as nossas próprias tentativas para traduzir essa sabedoria mais profunda para um plano físico que possamos compreender."

(o sonho)
Num dos sonhos estava no mar, num pequeno barco, a pescar. Como não estava a conseguir apanhar peixe decidi mudar de estratégia e então decidi colocar uma rapala de fundo. Para meu espanto, o sitio onde estava a pescar era anormalmente fundo. Com medo, até porque o barco era muito pequeno, decidi aproximar-me da praia. Ao chegar mais perto da praia olhei para o local onde tinha estado e apercebi-me que era um areal. Cheguei mesmo a fazer um lançamento para lá e a rapala, embora fosse de superficie, ficou "presa" na areia.

(uma interpretação)
Podia ter aproveitado este facto para perceber que, se a profundidade do mar mudou tão bruscamente, então é porque tratava-se de um sonho; mas o objectivo deste post não é esse.

("flash")
Será que este sonho foi uma alegoria, vinda de um plano ainda mais profundo, a tentar dizer-me que tudo na vida é mesmo assim: quando vemos de perto (e estamos a vivenciar a experiencia) tudo parece ser gigante e desmedidamente grande, mas se soubermos afastar-nos um pouco de nós próprios veremos que, afinal, o "dragão" não era assim tão temível.
Talvez os lançamentos simbolizem a própria acção. Se agirmos com demasiada próximidade (emocional e mental) da situação, sentir-nos-emos incapazes de lidar com ela. Mas se soubermos "pescar" ao longe, provavelmente vamos sentir-nos mais seguros.

O que acham?

jholland disse...

É bem possível !
E ainda que essa água profunda é sua própria mente, e a pesca é a tentativa de aprofundarmos no auto-conhecimento, a exploração interior. A partir daí, novos ensinamentos estão lhe sendo passados, com certeza !
Abs !

soraya disse...

ola eu goataria muito que vocÊs opinassem sobre um sonho que vem acontecendo comigo e já faz anos que ocorre. no meu sonho eu sei que estou sonhando e quando eu tenho noção disso eu quero acordar mais tem alguma coisa que não deixa eu acordar então eu fico desesperada e acabo acordando em outros sonhos e sabendo que eles também são sonhos, e no final quando eu acordo de verdade não tenho nem mais vontade de dormir com medo de ficar pressa no meu próprio sonho. e ai o que vocês acham o que é isso,por favor me respondam logo por que já estou preocupada. abraços.

soraya disse...

ola eu goataria muito que vocÊs opinassem sobre um sonho que vem acontecendo comigo e já faz anos que ocorre. no meu sonho eu sei que estou sonhando e quando eu tenho noção disso eu quero acordar mais tem alguma coisa que não deixa eu acordar então eu fico desesperada e acabo acordando em outros sonhos e sabendo que eles também são sonhos, e no final quando eu acordo de verdade não tenho nem mais vontade de dormir com medo de ficar pressa no meu próprio sonho. e ai o que vocês acham o que é isso,por favor me respondam logo por que já estou preocupada. abraços.

jholland disse...

Olá Soraya,

Trata-se de um falso despertar, muito comum entre aqueles que sonham lucidamente.
No caso, minha sugestão é que você examine detidamente as razões para querer acordar, ainda quando saiba que o sonho é um sonho. De fato, se você está lúcida no sonho, esse é um excelente momento para enfrentar e dissolver seus problemas mais íntimos e vencer definitivamente o medo.

Bons sonhos !

black Angel disse...

Olá.Ao contrário da maioria das pessoas que estão iniciando nos sonhso lucidus,eu não pretendo tratar disso como se fosse uma grande brincadeira de infinitas possibilidades.Eu tenho um grande interesse em me conhecer mais.Por exemplo,em um sonho lucido,sei que todos os personagens são partes de minha personalidade(na minha opinião)Por isso gostaria de "conversar" com os meus "varios eus" a fim de solucionar problemas,me conhecer melhor,e até a furar meu bloqueio de criatividade para minhas áreas de interesse ou minha falta de interesse em determinada ciência!

Quando li este trecho confesso que fiquei mais empolgado ainda!

"os nossos eus oníricos são exatamente tão válidos quanto os nossos eus físicos. Eles são uma parcela de nós próprios. O eu sonhante e o eu fisicamente orientado são partes da nossa identidade maior - uma identidade que habita em muitas dimensões. O eu sonhante e o eu vígil estão intimamente relacionados. Fazem parte de um continuum do ser e não estão realmente separados. São o mesmo Eu, duas faces da mesma moeda mas existindo em dimensões diferentes."

Gostaria que alguém falasse mais sobre o assunto e me ajudasse com relação a ele,des de já agradeço!

bruninha_890 disse...

Muito interessante esse blog, pq tenho esses mesmos tipos de "sonhos", sei que estou acordada, faço força para abrir os olhos e me mecher mas não consigo, parece que tem alguma coisa me segurando! Faz uns anos que tenho isso já, é tão ruim que tento não dormir mais com medo de ter isso de novo!
Alguém sabe o que pode ser isso????

jholland disse...

Oi bruninha,

Dê uma olhada neste texto:


http://sonhoslucidus.blogspot.com/2007/12/paralisia-do-sonho-e-o-sonho-lcido.html

Bjs