domingo, 25 de julho de 2010

Sonhos cerebrais

Definição. Sonhos cerebrais são aqueles produzidos por estimulação de certas áreas do cérebro.
Nomes. Outros nomes pelo qual é conhecido:

1. Sonhos de origem cerebral
2. Sonhos produzidos pelo cérebro

Similares. Eis um grupo de idéias similares a sonhos cerebrais: sonhos materiais, sonhos corporais, sonhos físicos
Contrárias. Eis um grupo de idéias contrárias a sonhos cerebrais: sonhos espirituais, sonhos mentais, sonhos imateriais.
Origem. Alguns sonhos nascem por estimulação do córtex cerebral. Uns diretamente outros indiretamente. Ainda não se sabe bem nem a quantidade ou a correlação com outros tipos de sonhos. Necessita-se de mais pesquisas no asunto.
Classe. A classe de sonhos que temos reflexa a classe de funções que o cerebro realiza habitualmente, ou regiões específicas. Assim temos:

1. Sonhos lúcidos. Estão ligados ao lobo frontal, a autoconsciência esta ligada ao córtex pré-frontal, que apresenta atividade reduzida durante o sono, pode estar alterado durante o sonho lúcidos
2. Sonhos com imagens. São de origem do centro parietal do cérebro direito, aonde se recebem as informações visuais e são processadas. As imagens são vividas, mas o seu conteúdo é frgamentado e incoerente
3. Sonhos com lembranças. Formam-se no hemisfério temporal do hemisfério direito. Se esta zona se etimula eletricamente, as imagens aparecem vertiginosamente como em um caleidoscópio
4. Sonhos de movimento. Tem origem no centro motor, que dita as órdens para o movimento dos músculos
5. Sonhos sexuais. Formam se no centro sensorial corporal. Trata-se da área que reaciona as sensações táteis, dolorosas e outras que se recebem através da pele e das articulações.
6. Sonhos em que se ouvem conversações. Origina-se no centro auditivo do hemisfério esquerdo, que é que controla a compreensão da linguagem falada e dos sons.
7. Sonhos em que percebem cheiros. Formam-se no centro olfativo.
8. Sonhos místicos. Partes do cérebro estimuladas eletricamente produziram experiências místicas nos pacientes
Otavio Aquino

9 comentários:

Baka da Silva Costa disse...

Olá, Otávio Aquino! Eu sou uma estudante colegial e me interessei por seus posts. Estava fazendo uma reportagem para um jornal escolar sobre Sonhos lúcidos e precisava de alguém para entrevistar... Pensei em você e caso tenha disponibilidade e quera conversar, entre em contato comigo com urgência através do email julia_s_f@hotmail.com

Também entrei em contato com você através de outro blog, mas comoé urgente, fiquei com medo de você não ver nele e perguntei aqui também. :)

Carla disse...

Gostaria muito de ter uma resposta sobre meu sonho: eu caminhava por uma rua quando tomei consciência do fato de estar apenas sonhando. Eu podia sentir meu corpo na cama e, ao mesmo tempo, sentia estar naquela outra dimensão que se fazia tão viva como a real. Eu precisava de muita cautela, pois se eu tomasse muita consciência da realidade do corpo dormente, podia me desconcentrar da outra dimensão e, se mergulhasse muito naquele contexto onírico, podia esquecer que tudo não passava de um sonho. Essa consciência de estar ali em sonho, ou seja, dentro de uma vida fictícia, fez-me ter a sensação de que tanto o perigo quanto a condenação moral eram simbólicos. Sonhando havia menos liberdade do que se estivesse apenas pensando, porém havia em mim mais liberação para fazer escolhas e tomar atitudes. Tentei experimentar essa consciência e essa sensação de liberdade. Parei perto de um bêbado e olhando-o fixo tentei rezar por ele. Ali poderia ter a liberdade de dar consolo a um bebum se eu quisesse. Sentindo-se incomodado ele levantou da sarjeta e começou a ficar nervoso dizendo um monte de coisas que eu não entendia, exatamente por ele estar muito bêbado. Pedi-lhe desculpas, mas ele continuou seu falatório. Apareceu um outro homem dizendo ser irmão dele e pedi desculpas a este também. Percebi que eu tinha liberdade para agir, que me sentia livre para tal, mas o cenário não respondia a meu bel prazer apenas por eu ter consciência de que tudo era um sonho. Eu não podia escolher a reação dos outros como se estivesse meramente pensando. Mesmo que os outros fizessem parte de mim mesma numa espécie de projeção inconsciente, eu não os sentia como uma criação mental minha e não tinha meios de atuar através deles ou escolher com quem eu queria entrar em contato.
Virei noutra rua e escolhi uma casa simplória que me chamou a atenção. Fui aproximando dela e quando apareceu uma mulher, disse que estava fazendo uma pesquisa e demonstrei meu interesse de conversar com ela. Perguntei quantas pessoas moravam naquela casa. Ela respondeu enquanto acompanhava uma visita até a rua. Era uma família negra e, embora ela tenha se mostrado receptiva, percebi que ela deveria estar ocupada para me atender. Eu não estava fazendo nenhuma pesquisa e nem sabia ao certo o que poderia perguntar. Em verdade eu estava apenas testando até que ponto eu poderia agir livremente, dominar os fatos, cenas e contexto. Tendo mais certeza de que eu não tinha controle de manipular o meio esterno, disse que outra hora retornava, pois não queria atrapalhá-la. Senti que não podia escolher com o quê sonhar e, ao mesmo tempo, não entendia por que estava naquele local tendo plena consciência de que estava vivendo numa dimensão irreal. Esse foi o porém: não tinha noção de qual utilidade buscar. Eu me sentia numa experimentação, dentro de um mundo além do real, mas não sabia qual o sentido, o que eu deveria exercer ali dentro. Ter consciência ampliou tanto as possibilidades que me senti perdida: o que exatamente eu devia fazer? Continuei sonhando, mas não lembro o resto. De todos os sonhos aparentemente lúcidos que já tive (se é que isso é um sonho lúcido), esse foi o mais natural e tranquilo. Eu sentia como se estivesse com a consciência acordada embora meu corpo estivesse dormindo. Não houve nenhum pânico, nenhuma sensação de medo ou desespero para acordar como até então acontecia. É estranho e bom ter sonhos assim. Entretanto, a dúvida que tive dentro da outra dimensão acordou comigo na realidade também: qual a finalidade de sonhos lúcidos, ou seja, o que devemos fazer dentro deles? Não sei quando vou ter outro sonho desse tipo, mas espero estar mais preparada se por acaso acontecer outras vezes.

jholland disse...

Carla,

Obrigado por postar aqui sua fascinante experiência.
Vou me ater a apenas alguns pontos.
Em primeiro ligar, há 2 passagens de seu texto que me pareceram significativas:

"Eu podia sentir meu corpo na cama e, ao mesmo tempo, sentia estar naquela outra dimensão que se fazia tão viva como a real. (…) mas o cenário não respondia a meu bel prazer apenas por eu ter consciência de que tudo era um sonho. Eu não podia escolher a reação dos outros como se estivesse meramente pensando. Mesmo que os outros fizessem parte de mim mesma numa espécie de projeção inconsciente, eu não os sentia como uma criação mental minha e não tinha meios de atuar através deles ou escolher com quem eu queria entrar em contato."

Essas passagens sugerem que tenha se tratado se uma OBE/EFC e não de um sonho lúcido, embora a fronteira entre ambos esteja longe de ser nítida. Para maiores informações sugiro a leitura das várias postagens e comentários aqui mesmo no Blog.

(continua...)

jholland disse...

(...continuação)


O segundo ponto interessante de seu relato é o que diz respeito a um estado de ligeira confusão, incerteza :

"Esse foi o porém: não tinha noção de qual utilidade buscar. Eu me sentia numa experimentação, dentro de um mundo além do real, mas não sabia qual o sentido, o que eu deveria exercer ali dentro. Ter consciência ampliou tanto as possibilidades que me senti perdida: o que exatamente eu devia fazer?"

Penso que essa questão que você levantou é de extrema importância, pois diz respeito ao nível de consciência ou lucidez que temos quando nos separamos do referencia corporal-físico-racional. De fato, esse aspecto é essencial pois aqui o experimentador-praticante se defronta com um outro estado de consciência, mo qual deverá, muitas vezes, começar do zero (como nos diz Robert Monroe). O praticante aqui está amadurecendo seu eu mais profundo e se deparando com a liberdade extrema. De um certo modo aqui se abre uma janela ou estrada para o caminho espiritual, pois você não está presa a amarra alguma, a qualquer convenção moral ou social. Você é você mesma e virá a amadurecer a partir de seu auto-conhecimento íntimo, sem qualquer amarras. O praticante usa essa plasticidade para resolver todos os condicionamentos, recalques e ressentimentos e, a partir daí, iniciar o caminho espiritual autêntico.

Obrigado por compartilhar e caso queda continuar a trocar idéias ou experiências, o Blog está aberto !

jholland disse...

Ia me esquecendo de um outro aspecto, igualmente importante, e que voce mencionou:


"Sonhando havia menos liberdade do que se estivesse apenas pensando, porém havia em mim mais liberação para fazer escolhas e tomar atitudes."

Existe uma espécie de fluxo mental ininterrupto dentro de nós, que não depende de nossa vontade, nem de qualquer esforço. Esse fluxo, que pode num segundo momento ser traduzido por imagens, idéias, pensamentos, emoções, recordações, está além de nosso controle. Ele é, antes, a origem de nossos pensamentos , emoções etc.

Nossa atividade cotidiana é regida por esse fluxo: estamos, quase 100% do tempo, REAGINDO a ele.

Creio que esse fluxo é também a matéria-prima dos sonhos.

Quando adentramos em estado meditativo ou quando cultivamos o relaxamento profundo - por exemplo, quando praticamos Yoga Nidra ou cultivamos a consciência no estado hipnagógico - ou ainda quando sonhamos, este fluxo pode ser percebido de maneira mais nítida.

Aqui, gostaria apenas de enfatizar mais uma vez 2 aspectos: 1) que ele é, de certo modo a matéria-prima dos sonhos (por isso o cenário, digamos, independente); 2) que é ininterrupto e independente de esforço.

Cabe indagar: ele está dentro ou fora de nós ?

Otávio Aquino disse...

Carla, o seu sonho lúcido foi excelente, foi o que eu chamo de sonho lúcido máximo, o qual alías tem um post sobre ele. Na realidade tem até, em um caso que narro lá muita semelhança com a sua narrativa. Também tenho a necessidade do autocontrole emocional, para não acordar. Há casos de dupla consciência, quando vc esta em um pé lá e outro cá. Essa é a finalidade do sonho lúcido ter a consciência onírica. Mas em um sonho lúcido nem sempre o mais importante é ter o controle dos sonhos. Em muitos sonhos lúcidos que tive resolvi deixar seguir o enredo. Nós aprendemos muito mais assim. Um sonho seja lúcido ou não lúcido é tão difícil de explicar como a vida, o porquê sonhamos tal coisa e não outra pertence no íntimo de cada sonhador é vai aflorar quando chegar a patamares mais altos de lucidez, plena lucidez ou lucidez 150%. Como na vida nos deparamos com diversas situações não podemos modificá-la. Mas estamos aqui para aprendermos alguma coisa, por isso eu chamo a terra de uma sala da escola da vida. Biouniversidade ou cosmo-escola. Fazemos isso tanto na vigília ativa como na vigília onírica. Vale apena vc ler o meu post sobre sonho lúcido máximo outros post desse blog, o melhor em português sobre esse assunto. Já parou para pensar, sob outros pontos de vista, o quão irreal é a nossa dimensão. Espero que vc tenha dúzias de sonhos deste tipo. Vai chegar uma hora em que a sua lucidez vai estar mais aguda na vigília onírica do que na vigília ativa, aí vai acontecer o contrário, vc vai querer projetar essa lucidez para a vigília ativa, ai vc vi perceber que, nem todos os casos é claro, não vamos radicalizar, o que chamam de ajuda de Deus, dos espíritos, dos anjos, dos mestres, nada mais do que nós mesmos tentando passar essa lucidez para a vigília ativa. Para qualquer dúvida estaremos à disposição. Mais uma vez agradecemos a sua colaboração.
Otavio Aquino

latao disse...

pelo q eu saquei "SL" é sinonimo de sonho que vc de cara se toca q esta sonhando!?para mim isto seria os sonho irrelevantes;sonho corriqueiro, sonho comum,sonhos bobos q nada diferem do cotidiano comum.é de fato isto?

Otávio Aquino disse...

ola latao
um sonho ñucido e um estado alterado da consciencioa diferente so sonhos comum, trivial, nao lucido, inclusive provado laboraielmente com toda a parafernalia necesaria,
No sonho lucido temos a soma de todos os tipos de sonhos possiveis taisa como: realista, paranormal, transpessoal, sexual, solucionador de problema, profundo, etc
Quem tem um sonho lucido nunca esquece e depenendo do nivel do sonho slucido pode mudar completamente a vida do sonhdor
para entender os sonhos lucidos e necessario compreender os sonhos, o universo onìrico, a realidade onìrica.
Os sonhos lucidos tem muitas utlidadees, mas a maior delas e poder aum,entar a lucidez afim de alcancar a maturidade onirica, ou saber realmente sonhar
Obrigado pela sua colaboracao e estamos abertos para qualquer tipo de esclarecimento
otavio aquino

Plíncio França disse...

Tive um sonho que era tão realizta. Acontecia o que eu mais tenho medo, que acordei achando que tinha acontecido de verdade mais quando acordei procurei pelo acontecido e não encontrei depois disse vi que foi apenas um sonho. Pq isso acontece.